sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

GRAMÁTICA – REVISÃO - PROVA FINAL

1. Reescreva as frases abaixo, corrigindo-as, se necessário:

a) É necessário a reivindicação de trabalhador.
b) Deve existir vários trabalhadores no cais.
c) Quanto de nós recebemos o prêmio escolar


2. Complete as lacunas das frases abaixo, flexionando os verbos indicados entre parênteses no presente do indicativo.

a) O relógio da central ...................................................(soar) três horas.
b) ...................................................(falar) se em lugares públicos.
c) Hoje ..........................................(dever/fazer) cinco anos que ela saiu de casa.
d) Nenhum de nós ................................................(permanecer) até muito tarde.
e) Mais de um aluno ..................................(fazer) parte dessa comunidade.

3. I – Naquela chácara, ouviam-se muitos gemidos. PAS
II - “Acredita-se muito naquela pessoa”. PIS

Baseado no conhecimento morfológico da palavra SE, comente as flexões verbais destacadas:


4. Um clube convidou seus associados para uma festa, publicando em um de seus boletins informativos o seguinte texto:

O Clube de Jacarepaguá programou para o dia 12 de outubro a maior festa do chope que o Clube já realizou. Comidas típicas, churrasco e muito chope distribuídos gratuitamente a noite toda.

Um rapaz, sócio do clube, foi à festa sem jantar e sem levar dinheiro. Lá chegando, constatou que o chope era gratuito, mas, para sua surpresa, a comida e o churrasco eram pagos.

Pergunta-se: o rapaz leu erradamente o convite, ou foi o clube que o redigiu mal? Explique sua resposta.

5. Todas as concordâncias nominais estão corretas, exceto:

a) Escolhemos má hora e lugar para a festa
b) seguem anexo as notas promissórias.
c) A justiça declarou culpados o réu e a ré.
d) A moça usava uma blusa verde-clara.
e) Estou quite com meus compromissos.

6. Indique a alternativa que completa, respectivamente, as lacunas das frases a seguir, de acordo com a norma culta.

I - É uma situação________nunca nos esqueceremos.
II - A situação______chegamos é ímpar.
III - A reportagem,________teor discordei, foi censurada.
IV - É uma revelação______os fatos merecem uma análise detalhada.
V - É uma situação_____se deve evitar.

a) que / em que / de cujos / cujos / que
b) da qual / a que / cujo / que / por que
c) de que / a que / cujo / cujos / que
d) da qual / em que / cujo /cujos / a que
e) de que / a que / de cujo /em que / que

7. A frase em que a regência verbal está INCORRETA é:

a) Você e sua empresa devem e agora podem ter à sua disposição um consultor econômico experiente.
b) A homenageada, com muita emoção, deu as boas-vindas e cedeu seu lugar de honra à veterana atriz.
c) Calendários com obra de arte: para cada mês, uma obra de arte, que você destaca, emoldura e decora sua residência ou escritório.
d) A nova imagem da grife é um rejuvenescimento que atrairá e modernizará as pessoas acostumadas ao guarda-roupa tradicional.
e) Contra todas as evidências e análises, os jovens de hoje mostram que estão preocupados, e sabendo lidar responsavelmente, com sua sexualidade.

8. Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas das seguintes orações:

I. Precisa falar____cerca de três mil operários.
II. Daqui____alguns anos tudo estará mudado.
III. ____dias está desaparecido.
IV. Vindos de locais distantes, todos chegaram____tempo____reunião.

a) a - a - há - a - à
b) à - a - a - há - a
c) a - à - a - a - há
d) há - a - à - a - a
e) a - há - a - à - a
9. Quais as formas que completam pela ordem, as lacunas das frases abaixo?

Daqui ... pouco vai começar o exame.
Compareci ... cerimônia de posse do novo governador.
Não tendo podido ir ... faculdade hoje, prometo assistir ... todas as aulas amanhã.

( ) à – a – a – à
( ) há – na – à – a
( ) a – há – na – a
( ) há – na – à – à
( ) a – à – à – a


10. A estrofe abaixo é de Cruz e Sousa, e, nela, estão os seguintes elementos típicos da poesia simbolista:

“Faz descer sobre mim os brandos véus da calma,
Sinfonia da Dor, ó Sinfonia muda,
Voz de todo meu Sonho, ó noiva da minh’alma,
Fantasma inspirador das Religiões de Buda.”

a) realidade urbana, linguagem coloquial, versos longos.
b) erotismo, sintaxe fluente e direta, ironia.
c) desprezo pela métrica, linguagem concretizante, sátira.
d) filosofia materialista, linguagem rebuscada, exotismo.
e) misticismo, linguagem solene, valorização do inconsciente.


11 - I - “...Da casa do Barão saíam clamores apopléticos...”
II “...O pátio e a rua enchiam-se agora de camas velhas e colchões espocados...”

Responda as propostas abaixo:

a) Reescreva as frases anteriores, colocando o vocábulo bastante antes da palavra clamores e espocados, respectivamente. Faça, se necessário, adequação.

b) Dê a classificação morfológica da palavra bastante empregada nos dois casos.







Vaso Grego
Esta de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.

Era o poeta de Teos que o suspendia
Então, e, ora repleta ora esvasada,
A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada.

Depois... Mas, o lavor da taça admira,
Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,

Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se essa voz de Anacreonte fosse.
(Alberto de Oliveira)

12. O texto acima é um exemplo bem característico do Parnasianismo. Mas, para uma boa análise de qualquer texto, não se deve levar em conta apenas o aspecto formal; também o temático deve ser apreciado.
a) Quanto à temática desenvolvida, o texto é característico do Parnasianismo? Justifique sua resposta.
b) Diz-se que o homem parnasiano busca o ideal de “arte pela arte”. Como deve ser entendido esse ideal no texto acima?

c) Leia o texto I e observe se há ou não características parnasianas que justificam o ideal do poeta desse estilo. Agora, comente se o texto I atinge o ideal do poeta parnasiano.
d) Qual o sujeito da forma verbal fosse no último verso

13. . I - “Viam-se deslizar pela praça os imponentes e monstruosos abdomens dos capitalistas(...)”
II - “Gritava-se muito naquela hora”. (Aluísio Azevedo, O Mulato)

Baseado no conhecimento morfológico da palavra SE, comente as flexões verbais destacadas:

14.. Observe este texto, criado para propaganda de embalagens:
AO FINAL DO PROCESSO DE RECICLAGEM, AQUELE LIXO DE LATA VIRA LATA DE LUXO, EMBALANDO AS BEBIDAS QUE TODO MUNDO GOSTA, DAS MARCAS QUE TODO MUNDO PODE CONFIAR.

a) Reescreva, corrigindo-os, o(s) segmento(s) do texto que apresente(m) algum desvio em relação à norma gramatical.

b) Comente, quanto à regência, o(s) desvio(s) cometido(s) no texto publicitário.

15. O texto abaixo apresenta erros quanto à regência, corrija-o:

.
VIDA

O SOL BRILHA NA ALMA
ASPIRA UMA VIDA INCESSANTE
ASSISTE A VIDA QUE PASSA
E MARCA AS ESTRADAS NO CORPO.

PREFERE MAIS O BRILHO DA FLOR
DO QUE OS RASTROS NAS PÉTALAS,
MAS LEMBRA DO RIO QUE PASSA
QUE VAI EM ALGUM LUGAR.

A VIDA É A VIDA
QUE PULSA INTENSAMENTE
QUE QUER A VIDA DO OUTRO,
POIS VISA A ETERNIDADE.

(Vitor Dias)

sábado, 12 de novembro de 2011

A Hora da Estrela, de Clarice Lispector

ANÁLISE DA OBRA

Estrutura da obra

É uma obra composta de três histórias que se entrelaçam e que são marcadas, principalmente, por duas características fundamentais da produção da autora: originalidade de estilo e profundidade psicológica.

As três histórias que se entrelaçam:

1. A metanarrativa - Rodrigo S. M. conta a história de Macabéa: Esta é a narrativa central da obra: o escritor Rodrigo S.M. conta a história de Macabéa, uma nordestina que ele viu, de relance, na rua.2. A identificação da história do narrador com a da personagem - Rodrigo S.M. conta a história dele mesmo: esta narrativa dá-se sob a forma do encaixe, paralela à história de Macabéa. Está presente por toda a narrativa sob a forma de comentários e desvendamentos do narrador que se mostra, se oculta e se exibe diante dos nossos olhos. Se por um lado, ele vê a jovem como alguém que merece amor, piedade e até um pouco de raiva, por sua patética alienação, por outro lado, ele estabelece com ela um vínculo mais profundo, que é o da comum condição humana. Esta identidade, que ultrapassa as questões de classe, de gênero e de consciência de mundo, é um elemento de grande significação no romance, Rodrigo e Macabéa se confundem.
3. A vida de Macabéa - O narrador conta como tece a narrativa.
Narrador e protagonista, inseridos em uma escrita descontínua e imprevisível, permitem ao leitor a reflexão sobre uma época de transição, de incoerência, como um movimento em busca de uma nova estruturação da obra literária similar à insegurança, à ansiedade e ao sofrimento. O tema é oferecido, socializando a possibilidade de ruptura.
O narrador revela seu amor pela personagem principal e sofre com a sua desumanização, mas, também, critica-a por não reagir perante a vida.

Linguagem:

A linguagem narrativa de Clarice é, às vezes, intensamente lírica, apresentando muitas figuras de estilos, como: metáforas, comparações, paradoxos. Há também construção de frases inconclusas e outros desvios da sintaxe convencional, além da criação de alguns neologismos. O narrador discute a importância da palavra e o fazer narrativo.

Foco narrativo

O recurso usado por Clarice Lispector é o narrador-personagem, pois conforme nos faz conhecer a protagonista, também nos faz conhecê-lo. Ele escreve para se compreender. É um marginalizado conforme lemos: "Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens". Quanto à sua relação com Macabéa, ele declara amá-la e compreendê-la, embora faça contínuas interrogações sobre ela e embora pareça apenas acompanhando a trajetória dela, sem saber exatamente o que lhe vai acontecer e torcendo para que não lhe aconteça o pior.
Macabéa, a protagonista, é uma invenção do narrador com a qual se identifica e com ela morre. A personagem é criada de forma onisciente (tudo sabe) e onipresente (tudo pode). Faz da vida dela um aprendizado da morte. A morte foi a hora de estrela.

Espaço / Tempo

O Rio de Janeiro é o espaço. Ocorre que o espaço físico, externo, não importa muito nesta história. O "lado de dentro" das criaturas é o que interessa aos intimistas.
Pelos indícios que o narrador nos oferece, o tempo é época em que Marylin Monroe já havia morrido - possivelmente a década de 60 em seu fim ou a de 70 em seus começos - mas faz ainda um grande sucesso como mito que povoa a cabeça e os sonhos de Macabéa.
Embora a história de Macabea seja profundamente dramática, a narrativa é toda permeada de muito humor e ironia. O próprio nome da protagonista constitui-se numa grande ironia.

Personagens

Macabéa: Alagoana, 19 anos e foi criada por uma tia beata que batia nela (sobre a cabeça, com força); completamente inconsciente, raramente percebe o que há à sua volta. A principal característica de Macabéa é a sua completa alienação. Ela não sabe nada de nada. Feia, mora numa pensão em companhia de quatro moças que são balconistas nas Lojas Americanas (Maria da Penha, Maria da Graça, Maria José e Maria). Macabéa recebe o apelido de Maca e é a protagonista da história. Possivelmente o nome Macabéa seja uma alusão aos macabeus bíblicos, sete ao todo, teimosos, criaturas destemidas demais no enfrentamento do mundo; a alusão, no entanto, faz-se pelo lado do avesso, pois Macabéa é o inverso deles.

Olímpico: Olímpico se apresentava como Olímpico de Jesus Moreira Chaves. Trabalhava numa metalúrgica e não se classificava como "operário": era um "metalúrgico". Ambicioso, orgulhoso e matara um homem antes de migrar da Paraíba. Queria ser muito rico, um dia; e um dia queria também ser deputado. Um secreto desejo era ser toureiro, gostava de ver sangue.

Rodrigo S. M.: Narrador-personagem da história. Ele tem domínio absoluto sobre o que escreve. Inclusive sobre a morte de Macabéa, no final.

Glória: Filha de um açougueiro, nascida e criada no Rio de Janeiro, Glória rouba Olímpico de Macabéa. Tem um quê de selvagem, cheia de corpo, é esperta, atenta ao mundo.

Madame Carlota: É a mulher de Olaria que porá as cartas do baralho para "ler a sorte"de Macabéa. Contará que foi prostituta quando jovem, que depois montou uma casa de mulheres e ganhou muito dinheiro com isso. Come bombons, diz que é fã de Jesus Cristo e impressiona Macabéa. Na verdade, Madame Carlota é uma enganadora vulgar. As quatro Marias que moram com Macabéa no mesmo quarto, o médico que a atende e diagnostica a gravidade da tuberculose e o chefe, seu Raimundo, que reluta em mandá-la embora.

Enredo

O enredo de A hora da Estrela não segue uma ordem linear: há flashbacks iluminando o passado, há idas e vindas do passado para o presente e vice-versa. Além da alinearidade, há pelo menos três histórias encaixadas que se revezam diante dos nossos olhos de leitor:

Macabéa (Maca) foi criada por uma tia beata, após a morte dos pais quando tinha dois anos de idade. Acumula em seu corpo franzino a herança do sertão, ou seja, todas as formas de repressão cultural, o que a deixa alheia de si e da sociedade. Segundo o narrador, ela nunca se deu conta de que vivia numa sociedade técnica onde ela era um parafuso dispensável.
Ignorava até mesmo porque se deslocara de Alagoas até o Rio de Janeiro, onde passou a viver com mais quatro colegas na Rua do Acre. Macabéa trabalha como datilógrafa numa firma de representantes de roldanas, que fica na Rua do Lavradio. Tem por hábito ouvir a Rádio Relógio, especializada em dizer as horas e divulgar anúncios, talvez identificando com o apresentador a escassez de linguagem que a converte num ser totalmente inverossímil no mundo em que procura sobreviver. Tinha como alvo de admiração a atriz norte-americana Marilyn Monroe, o símbolo social inculcado pelas superproduções de Hollywood na década de 1950.
Macabéa recebe de seu chefe, Raimundo Silveira, por quem ela estava secretamente apaixonada, o aviso de que será despedida por incompetência. Como Macabéa aceita o fato com enorme humildade, o chefe se compadece e resolve não despedi-la imediatamente.
Seu namorado, Olímpico de Jesus, era nordestino também. Por não ter nada que ajudasse Olímpico a progredir, ela o perde para Glória, que possuía atrativos materiais que ele ambicionava.
Glória, com certo sentimento de culpa por ter roubado o namorado da colega, sugere a Macabéa que vá a uma cartomante, sua conhecida. Para isso, empresta-lhe dinheiro e diz-lhe que a mulher, Madame Carlota, era tão boa, que poderia até indicar-lhe o jeito de arranjar outro namorado. Macabéa vai, então, à cartomante, que, primeiro, lhe faz confidências sobre seu passado de prostituta; depois, após constatar que a nordestina era muito infeliz, prediz-lhe um futuro maravilhoso, já que ela deveria casar-se com um belo homem loiro e rico - Hans - que lhe daria muito luxo e amor.
Macabéa sai da casa de Madame Carlota 'grávida de futuro', encantada com a felicidade que a cartomante lhe garantira e que ela já começava a sentir. Então, logo ao descer a calçada para atravessar a rua, é atropelada por um luxuoso Mercedes Benz amarelo. Esta é a hora da estrela de cinema, onde ela vai ser "tão grande como um cavalo morto".
Ao ser atropelada, Macabéa descobre a sua essência: “Hoje, pensou ela, hoje é o primeiro dia de minha vida: nasci”. Há uma situação paradoxal: ela só nasce, ou seja, só chega a ter consciência de si mesma, na hora de sua morte. Por isso antes de morrer repete sem cessar: “Eu sou, eu sou, eu sou, eu sou”. Por ter definido a sua existência é que Macabéa pronuncia uma frase que nenhum dos transeuntes entende: “Quanto ao futuro.” (...) “Nesta hora exata Macabéa sente um fundo enjôo de estômago e quase vomitou, queria vomitar o que não é corpo, vomitar algo luminoso. Estrela de mil pontas.”
Com ela morre também o narrador, identificado com a escrita do romance que se acaba.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (Regência Verbal)

I – Aponte o sentido dos verbos em destaque nos exercícios:

No campo, sempre aspirava um ar puro.
Aspiramos a uma boa classificação.
No ano passado, assistimos a um importante jogo de futebol.
O doente que o médico assistiu não passava bem.
Assiste ao trabalhador o direito de férias.
O presidente assiste em Brasília.
O professor chamou os alunos.
Chamei-o de covarde.
Seu argumento não procede.
Severino procede de Frankfurt.
Procederemos à distribuição das provas.
Quero o lápis que você pegou.
Quero a meus amigos.
O atirador visou o alvo.
O gerente visou o cheque.
O cargo a que visamos é disputado por todos.
II – Complete, usando o pronome adequado:

1) Você pagou a dívida?
- Sim, paguei-......
2) Você pagou ao homem?
- Sim, paguei-.....
3) Você ama este rapaz?
- Não, não ....... amo.
4) Isto pertence a esta pessoa?
- Não, isto não ...... pertence.
5) Você cumprimentou o professor?
- Sim cumprimentei-.......
6) Você obedece a este homem?
- Sim, obedeço-.......
7) Você quer a seus amigos?
- Sim, quero-......
8) Você quer o livro?
- Sim, quero-.....
9) Você assistiu a este filme?
- Sim, assisti ...........
10) Você aspira a este cargo?
- Sim, aspiro ..........

III – Reescreva as frases abaixo, corrigindo-as:

1) Um alto cargo era visado pelos funcionários da empresa.
2) Uma boa palestra foi assistida por todos os alunos.
3) Uma boa faculdade é aspirada por nós.
4) Sentei e cai da cadeira.
5) Assisti e gostei do filme.
6) Entrou e saiu da sala.
IV – Complete os pontilhados, usando a preposição adequada, se necessário:
1) A desatenção do motorista implicou ....acidente com vítimas.
2) Sempre obedecia .... os mais velhos.
3) Aspiramos ..... o perfume das flores.
4) O cargo ....que aspiramos é disputado por todos.
5) O filme ... que assisti era nacional.
6) É um direito que assisti ... os empregados.
7) Esqueci ..... o documento.
8) Esqueci-me ..... o documento.
9) As pessoas lembraram com tristeza ..... o ocorrido.
10) As pessoas se lembraram com tristeza ..... o ocorrido.
11) Visamos ..... uma boa classificação nos exames.
12) Este exercício é acessível ..... todos os alunos.
13) Este problema é análogo .... outro.
14) Moro num apartamento contíguo .... seu.
15) Ele estava descontente ....a nota.
16) Estamos habituados ..... resolver os problemas.
17) Sua atitude é incompatível .... o ambiente.
18) O pai era liberal .... os filhos.
19) Este remédio é nocivo ..... organismo.
20) Aquele artista era versado ..... música.
REVISÃO – COLOCAÇÃO PRONOMINAL
1. Observando as recomendações quanto à colocação dos pronomes oblíquos átonos, pode-se afirmar que está correta a frase:

O dinheiro que entreguei-lhe era meu.
No curso de Pedagogia estudaria-se provavelmente História da Educação.
Nunca enganamo-nos a esse respeito.
Em tempos de vacas magras, compra-se o indispensável.
Caso procurem-me, diga que viajei.

2. Consoante as normas da língua culta vigente, o pronome átono está colocado com ERRO em:

As reuniões tornavam-se eventos de grande repercussão.
As reuniões se tornavam eventos de grande repercussão.
As reuniões não se tornariam eventos de grande repercussão.
As reuniões tornariam-se eventos de grande repercussão.
As reuniões tornar-se-ão eventos de grande repercussão.

3. atiram-se-vos, acusam-no são formas corretas de uso de pronomes; em que item a seguir o uso do pronome não obedece às normas vigentes?

Ter-lhe-iam falado a meu respeito?
Tenho prevenido-o várias vezes;
Quem nos dará razão?;
Nunca nos diriam inverdades;
Haviam-no procurado por toda a parte.

4. planejá-la é uma forma verbal com pronome enclítico; a forma que assumiria esse mesmo verbo no futuro do presente do indicativo com pronome mesoclítico, seria:

planeja-la-á;
planejá-la-á;
planejá-la-ia;
planejá-la-a;
planejar-la-á.

5. Assinale dentre as alternativas apresentadas a seguir o único deslocamento do pronome átono que seria considerado incorreto segundo os gramáticos normativos tradicionais.

“ [ ... ] ou o que se determine pelo uso outorgado.” (Art. 1250)
[ ... ] ou o que determine-se pelo uso outorgado.
“ [ ... ] não podendo usá-la senão de acordo com o contrato, [ ... ]” (Art. 1251)
[ ... ] não a podendo usar senão de acordo com o contrato, [ ... ]
“ [ ... ], ainda que se possa atribuir a caso fortuito, [ ... ]” (Art. 1253)
[ ... ], ainda que possa atribuir-se a caso fortuito, [ ... ]
“Se o menor, estando ausente essa pessoa, se viu obrigado a contrair [ ... ]” (Art. 1260, II)
Se o menor, estando ausente essa pessoa, viu-se obrigado a contrair [ ... ]
“ [ ... ]. Mas, em tal caso, a execução do credor não lhes poderá ultrapassar [ ... ]” (Art. 1260, III)
[ ... ]. Mas, em tal caso, a execução do credor não poderá ultrapassar-lhes [ ... ]

6. Alguns termos desfrutam de certa flexibilidade posicional no interior das construções de que participam. Levando em conta as estruturas presentes nos textos de Machado de Assis, assinale dentre as alternativas a seguir aquela em que o deslocamento não é recomendado pelos gramáticos normativos tradicionais.

“que vos deram” / que deram-vos;
“gosto de conhecer-vos” / gosto de vos conhecer;
“recebi e agradeço-vos /recebi e vos agradeço;
“a mim entregue” / entregue a mim;
“incumbiu-me” / me incumbiu.

7. A frase em que, segundo o uso culto escrito, são lícitas tanto a próclise quanto a ênclise do pronome oblíquo átono é:

“afoga-se o corpo em álcool e gordura”;
“no ato de se empanturrar à mesa”;
“Mudemos nós e o Natal”;
“Aquele que se fez pão e vinho”;
“Deixemo-nos, como Maria, engravidar”.

8. De acordo com a norma culta, o resultado da substituição do termo grifado no trecho a seguir por um pronome oblíquo seria: “Vi e suportei os sofrimentos das tropas e não posso mais contribuir para prolongar esses sofrimentos:

para prolongá-los;
para lhes prolongar;
para prolongar eles;
para prolonga-los;
para prolongar-lhes.

9. Indique a colocação indevida do pronome oblíquo:

Vou-te vendo.
Não convidar-te-ei desta vez.
Dais-vos clemência.
Aqui, trabalha-se.
Dizê-lo primeiramente.

10. Sobre os pronomes de tratamento é errado dizer que:

são certas palavras e locuções que valem por verdadeiros pronomes pessoais;
levam o verbo para a 3ª pessoa, embora designem a pessoa a quem se fala (isto é, a 2ª);
não admitem artigo (conseqüentemente crase), exceto Senhor, Senhora e Senhorita;
exigem o pronome na 3ª pessoa do singular, bem como adjetivo e particípio concordando com o sexo da pessoa;
deve-se empregar Vossa para a pessoa de quem se fala, e Sua para a pessoa com quem se fala.

11. Assinale a opção em que há erro de colocação pronominal, de acordo com a norma culta.

A primeira refere-se aos atuais mecanismos públicos e particulares.
São os elementos essenciais da vida, os quais não têm-nos dado a desejada segurança.
Consiste em nossa fraqueza de opormo-nos a uma espécie de movimento neo-feudal.
A sociedade mostra-se perplexa com seu ajuste à eletrônica.
O Estado não se mostra apto para encontrar soluções.

12. Observe o fragmento:
“Mas o que me leva a crer no desaparecimento do bem-te-vi são as mudanças que começo a observar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome. Limitava-se a gritar: ‘ ... te vi! ... te vi! ... ’ com a maior irreverência gramatical.”
Cecília Meireles
Em “Limitava-se a gritar: ‘ ... te vi! ... te vi! ... ’ com a maior irreverência gramatical.”, a autora refere-se:

ao uso da linguagem coloquial;
ao uso indevido da pontuação;
à colocação do pronome em próclise;
à colocação do pronome em ênclise;
à articulação incorreta do bem-te-vi.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Professor: VITOR
Dissertação: A RETROSPECTIVA HISTÓRICA

Sabemos que há alguns temas que podem ser desenvolvidos através da retrospectiva histórica, isto é, leva-se em conta o passar do tempo. Observe, por exemplo, o seguinte tema:

TEMA: Vivemos atualmente a era da comunicação e recebemos todos os dias informações sobre os mais diferentes pontos da Terra, que nos chegam com a rapidez e eficiência dos veículos eletrônicos do mundo contemporâneo.

Um assunto dessa natureza nos permite uma análise através dos tempos. Em uma redação, podemos lembrar como eram ineficientes e demorados os meios de comunicação utilizados em épocas passadas.
Quando não havia o telégrafo, o correio aéreo, o telefone, as emissoras de rádio, a televisão, a internet, as pessoas demoravam até meses para saber notícias de familiares e de outros países. Depois houve um grande avanço, com a utilização desses meios de comunicação. Podemos dizer que o aperfeiçoamento dessas invenções, como o uso da internet, celular, satélite, as notícias e as imagens chegam momentâneas.
Assim sendo, verificamos que esse assunto pode ser abordado dentro de uma perspectiva temporal, ou seja, através de uma retrospectiva histórica. Os temas dessa natureza podem ser desenvolvidos utilizando-se o esquema abaixo:

Esquema de dissertação

Título

Estabelecimento do TEMA (introdução)

Retrospectiva histórica (época mais distante). (desenvolvimento)
Retrospectiva histórica (época mais próxima e época atual). (desenvolvimento)

Expressão inicial + retomada do TEMA (agora sob uma perspectiva histórica) + observação final. (conclusão)

O esquema acima apresenta a seguinte elaboração:

O primeiro parágrafo introduz o assunto;
No segundo, que já é o desenvolvimento, o tema é situado em uma época mais distante;
No terceiro, a mesma questão é situada em uma época mais próxima, até chegar aos dias atuais;
Por fim, a conclusão, coloca-se uma expressão inicial e reafirma-se o tema, depois de feita a análise das diferentes épocas.

OBS.: Note que o desenvolvimento pode apresentar três parágrafos, em vez de dois. Se você estiver analisando um tema cuja retrospectiva histórica envolva três épocas diferentes, é bom utilizar um parágrafo para cada uma delas.

Veja abaixo uma redação desenvolvida através de uma retrospectiva histórica sobre o tema proposto:

Num piscar de olhos
É indiscutível o espantoso avanço conseguido pelos meios de comunicação ao longo dos tempos. O desenvolvimento tecnológico deste século garantiu a eficiência e a rapidez na comunicação quer entre indivíduos quer através dos meios eletrônicos, que fazem a informação chegar aos povos de qualquer parte do planeta em questão de segundos.
Em tempos passados, as pessoas dispunham basicamente do correio e do telégrafo. Todos sabem que ainda no século XIX passavam-se meses antes que alguém soubesse da morte de um parente ou amigo que estivesse na Europa. Isso ocorria porque a comunicação dependia basicamente dos meios de transporte. Quanto ao telégrafo, embora mais rápido, ele restringia em muito a quantidade de dados transmitidos.
Foi somente no século XX que a comunicação foi grandemente impulsionada pelo avanço tecnológico. Surgiu o telefone a veiculação de notícias para uma grande massa, ainda permitiriam uma melhor integração entre populações de diferentes estados ou países. Com a utilização de satélites nas transmissões, o mundo interligou-se.
Dessa forma, entendemos que mudou a comunicação e, com ela, o próprio homem. Agora, cada indivíduo é um habitante do seu planeta e não mais de sua cidade ou país. Mais do que nunca, cada um de nós assiste, a todo o instante, ao desenrolar dos fatos que compõem a nossa História.

Observe abaixo, para sua maior compreensão, dois exemplos de temas que possibilitam uma retrospectiva histórica. É importante salientar que os temas são analisados e resumidos:

Exemplo 1:
Tema: Muito se discute a importância de algumas fontes de energia das quais o homem dispõe e que lhe são indispensáveis.
Época mais distante: Há alguns séculos as máquinas eram movidas a vapor ou através da energia do carvão.
Época mais próxima (e época atual): Depois o homem utilizou a energia elétrica, o combustível extraído dos componentes do petróleo e, por fim, a energia nuclear, tão combatida por muitos.

Exemplo 2:
Tema: A mulher tem conseguido um grande avanço na luta pela sua emancipação, em nossa sociedade.
Época mais distante: No passado, a mulher não tinha qualquer direito a uma participação maior na vida sócio-econômica de sua comunidade. Seu papel era limitado às funções domésticas.
Época mais próxima (e época atual): Foi somente no século XX que conseguiu firmar-se como um ser participante. Adquiriu o direito de instruir-se, de votar, de ocupar postos governamentais, podendo prestar sua colaboração na construção de uma nova sociedade.
O TEXTO : DISSERTATIVO- ARGUMENTATIVO

A produção de texto dissertativo-argumentativo exige a análise, a explicação, a exposição de idéias sobre um determinado tema e, ao mesmo tempo, o emprego de argumentos persuasivos.

1 – Tipos de dissertação

a) Crítica ou polêmica – o autor argumenta de forma impessoal um determinado tema, embora se baseie em experiências e convicções pessoais.

“Partindo-se do princípio de que um país que aspira a uma organização social mais justa e democrática precisa ter um povo livre, fica evidente que censurar a liberdade de expressão deste seu povo é prejudicial à formação de uma sociedade plena de justiça.”
(Redação anônima sobre “CENSURA” – UFRJ)

b) Técnica (expositiva ou referencial) - caracteriza-se pela defesa de um ponto de vista geral: o autor analisa um assunto, explorando estudos científicos, fatos reais e estatísticos.

“Genética é a ciência da hereditariedade. É o ramo da Biologia que estuda o mecanismo de transmissão dos caracteres de uma espécie, de uma geração para a outra. Os caracteres de uma espécie são condicionados pelos genes, estruturas hereditárias presentes nos cromossomos do núcleo da célula.”
(Wilson R. Paulino – Biologia Atual – Ática)

2 – Características


  • procede à análise de um assunto e, ao mesmo tempo, defende o ponto de vista do autor a respeito desse assunto;

  • pode ser construído de forma dedutiva (do geral para o particular) ou indutiva (do particular para o geral);

  • convencionalmente apresenta três partes: introdução (na qual é apresentada a tese), desenvolvimento e conclusão;

  • linguagem clara, objetiva e impessoal, de acordo com o padrão culto formal da língua;

  • verbos predominantemente no presente do indicativo.


3 – Exercício



Terra: uma preocupação constante



Chegamos ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos. Existem populações imersas em completa miséria, a paz é interrompida freqüentemente por conflitos internacionais e, além do mais, o meio-ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.
Embora o planeta disponha de riqueza incalculáveis – estas, mal distribuídas, quer entre Estados, quer entre indivíduos – encontramos legiões de famintos em pontos específicos da Terra. Nos países do Terceiro Mundo, sobretudo em certas regiões da África, vemos, com tristeza, a falência da solidariedade humana e da colaboração entre as nações.
Além disso, nestas últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação, aos inúmeros conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã , da Coréia, da Iugoslávia e do Golfo as quais provocaram grande extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos no Afeganistão, e sem falar da Guerra do Iraque, que tanta apreensão nos causa.
Outra preocupação constante é o desequilíbrio ecológico, provocado pela ambição desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por se transformar em local inabitável.
Em virtude dos fatos mencionados, somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os grandes problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade e indiretamente a qualquer pessoa consciente e solidária. É desejo de todos nós que algo seja feito no sentido de conter essas forças ameaçadoras, para podermos suportar as adversidades e construir um mundo que, por ser justo e pacífico, será mais facilmente habitado pelas gerações vindouras.
(Texto adaptado – GRANATIC, Branca. T.écnicas básicas de Redação. Scipione).



1 – O texto dissertativo-argumentativo apresenta uma estrutura básica: introdução, desenvolvimento e conclusão. Identifique esses elementos estruturais.
2 – No primeiro parágrafo, identifique o tema e os argumentos para serem desenvolvidos.
3 – Em cada parágrafo do desenvolvimento, identifique o tópico frasal e comente a forma argumentativa usada.
4 – No último parágrafo do texto, o autor explicita sua posição. Comente a forma elaborada do parágrafo.
5 – Um texto dissertativo-argumentativo pode ser desenvolvido a partir de dois procedimentos básicos: pela indução e pela dedução. Pela indução, quando o texto segue um movimento que vai do particular para o geral, isto é, parte da análise de alguns aspectos isolados, de exemplos para, finalmente, explicitar a visão mais geral do autor sobre o problema. Pela dedução, quando ocorre o contrário: o texto segue um movimento que vai do geral para o particular, isto é, o autor explica inicialmente sua posição e, em seguida, fundamenta-a com argumentos. No caso do texto lido, qual foi o procedimento utilizado? Justifique sua resposta.
6 – Observe a linguagem do texto e responda:
a) Que tempo e modo predominam entre as formas verbais empregadas?
b) O autor se coloca no texto de forma pessoal ou impessoal? Justifique sua resposta com base em elementos da linguagem.
c) Quanto ao nível de linguagem, qual foi utilizado no texto: culto formal, culto informal ou coloquial?
7 – Quando os exames vestibulares solicitam um texto dissertativo-argumentativo, têm por objetivo analisar quatro aspectos básicos: a capacidade do candidato de analisar criticamente o tema; seu poder de argumentação ao defender um ponto de vista; a desenvoltura da linguagem, como meio de expressar as idéias de forma clara e objetiva; a estruturação de um texto coeso e coerente.
Levando em conta esses aspectos, dê sua opinião: o texto lido alcançou esses objetivos? Por quê?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O MULATO
(Aluísio de Azevedo)
ESTUDO DA OBRA
I – Episódio
O núcleo narrativo é o caso amoroso entre Raimundo e sua prima Ana Rosa. Surge um obstáculo:
O preconceito racial da família da moça e de toda a sociedade maranhense, pois Raimundo é mulato.
II – Cenário
O episódio se passa em São Luís do Maranhão, em fins do século XIX.
O livro começa e termina pela descrição do quadro que emoldura a história:
no capítulo I, o leitor – como num lento passeio com câmara - percorre ruas e praças calorentas, até chegar à casa de Manuel Pescada, espécie de ponto central do cenário;
no capítulo final, percebe-se o desfecho através das particularidades de um baile onde estão presentes os membros da sociedade maranhense.
A descrição inicial situa a casa do pai de Ana Rosa geográfica e socialmente, pois a família sofre a influência de tudo o que ocorre em volta. O padrinho de Ana Rosa, e conselheiro respeitado por todos, é o cônego Diogo. Sociedade e autoridades eclesiásticas determinam as regras a que todos devem obedecer.
É o preconceito racial da sociedade maranhense que impede a união do par central. Percebe-se que a posição do narrador é de crítica a tal conservadorismo.
Os costumes sociais recebem extensas e vivas páginas de descrições, como: reuniões familiares, festas religiosas ou populares e enterro (D. Maria do Carmo)
A beleza da paisagem também é descrita e analisada numa visão cientificista.
Então, percebe-se que os dois aspectos do cenário, o quadro social e a natureza são elementos que interferem no sentimento e na ação das personagens.
III – Duração
Há no romance um jogo temporal que intercala presente e passado ou seja:
um episódio que se desenvolve linearmente, com começo, meio e fim;
outro, apresenta deslocamentos cronológicos voltando a fatos que explicam particularidades relativas ao episódio ou às personagens.
Então o episódio decorreu num tempo aproximado de um ano, mas o epílogo (o baile seis anos depois) revela o destino das demais personagens.
IV – Personagens
As figuras humanas são retratadas em dois níveis:
De modo completo, com diversos traços, com um perfil psicológico, como personagens propriamente ditas: o par central (Raimundo e Ana Rosa), o pai, o padrinho (cônego Diogo), a avó de Ana Rosa (D. Maria Bárbara) e Dias (pretendente de Ana Rosa);
De modo superficial, com ligeiras pinceladas, como tipos ou caricaturas.
V - Foco Narrativo
A história é narrada na 3ª pessoa. É o narrador quem “mostra” ou “conta” os fatos, tanto do presente, como do passado. Ele conhece e domina todos os acontecimentos e todos os pensamentos das personagens. Trata-se de um narrador observador e onisciente.
VI – Estilo
O Mulato relata um caso de “amor” em que:
As convenções sociais, o preconceito, o conservadorismo vencem o sentimento (amor) das personagens;
Entre o “Bem” e o “Mal”, este é vitorioso;
O “vilão”, o mau padre D. Diogo elimina o mocinho;
O “mocinho” é desprezado por todos, enquanto que o “vilão” é admirado (respeitado);
A “mocinha” desposa o cúmplice do “vilão”.
As constatações acima mostram que as personagens não podem
escolher seu próprio destino, pois ele é decidido por fatores alheios à sua vontade. As vidas humanas são joguetes do meio, dos instintos, da época, fato que caracteriza a obra como um romance naturalista.
Apesar do toque romântico, é a visão naturalista do mundo que prevalece: não é o amor, mas a pressão social que vence – não é a Ana Rosa sonhadora, mas uma pacata senhora que o leitor encontra nas páginas finais. Além do mais, ao longo da narrativa, Raimundo revela conhecimentos científicos.
VII - Enredo
O autor inicia o romance descrevendo a cidade de São Luís do Maranhão, como entorpecida pelo calor, atmosfera abafada, sem viva alma em muitos lugares, com exceção da região comercial, a Praia Grande e a Rua da Estrela. Em seguida fala sobre o viúvo, personagem Manoel Pescada, um português comerciante próspero, que mora com a filha Ana Rosa e a sogra D. Maria Bárbara em um sobrado da Rua da Estrela.
Ana Rosa é filha única e está apta para casar, mas nenhum pretendente lhe causa interesse. Ela tem em mente seguir o conselho de sua finada mãe e casar-se por amor.
Havia empregado no armazém de Manoel Pescada, um rapaz, português, de nome Luis Dias. É descrito como ativo, econômico, discreto, trabalhador, com tino comercial aguçado. Mas também como magro, macilento, um tanto baixo, curvado, testa curta.
Manoel Pescada quer fazer sua filha se casar com Dias. Ana Rosa sonha com um casamento romântico. Idealiza um herói, não alguém como Dias, com dentes sujos, avarento e movimentos de homem sem vontade própria, portanto o repele secretamente.
Nesse ambiente, chega a São Luís, um sobrinho de Manoel Pescada, o jovem e rico advogado Raimundo. Tem estatura alta, elegante, tez morena e amulatada, mas fina; Dentes claros, cabelos pretos, lustrosos e crespos e grandes olhos azuis. Regressa a São Luís depois de muitos anos na Europa. Pretende conhecer um pouco de suas raízes, vender suas terras e se mudar para o Rio de Janeiro. Hospeda-se na casa de Manoel Pescada.
Ana Rosa apaixona-se pelo primo, que corresponde a essa paixão e o pressiona a pedi-la em casamento. Quando Raimundo decide fazê-lo, encontra oposição na figura de Manoel Pescada sem desconfiar que seja por conta de seu passado.
Raimundo desconhece sua origem: era filho bastardo de José Pedro da Silva, irmão de Pescada, com uma escrava: Domingas.
José da Silva era casado com Quitéria, mulher branca e impiedosa com os escravos. Ela desconfia que o menino da escrava possa ser filho de José e é extremamente cruel com Domingas (quase chegando a assassiná-la de tantos açoites) e com o menino.
José, então, leva o filho para a casa do irmão. Quando volta à sua fazenda, flagra o adultério de Quitéria com o então jovem padre Diogo. Mata-a por impulso na presença do padre, que muito manipulador consegue escapar da ira de José, ameaçando-o de contar a todos sobre o assassinato.
Porém mais tarde, José da Silva sofre uma emboscada durante uma viagem e é assassinado pelo padre.
Padre Diogo é muito respeitado na cidade, é compadre de Manoel Pescada, padrinho de Ana Rosa, é o vilão da historia. Extremamente astuto e manipulador, chega a se valer das confissões dos fiéis em benefício de seus próprios interesses.
Raimundo exige que Manoel Pescada lhe conte sobre o seu passado. Sabe que não é aceito devido à sua origem negra. Ana Rosa não se importa com a negritude do amado, quer Raimundo como marido, entrega-se a ele, engravida. Planejam uma fuga, porém o cônego Diogo consegue ardilosamente impedir.
Ana Rosa assume a gravidez perante a família, exigindo a aceitação do casamento com Raimundo. O Padre intervém na confusão e pede calma. Raimundo vai para casa. O padre manipula Luis Dias, dizendo que Raimundo é o único obstáculo para seu casamento com Ana Rosa, convence-o de que deve eliminá-lo. Raimundo é morto por Luis Dias. Ana Rosa, ao saber da morte, aborta o filho.
Os anos passam, Ana Rosa casa-se com Dias e têm 3 filhos, parecem levar uma vida feliz e próspera.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


REGÊNCIA VERBAL

I – DEFINIÇÃO: é a relação entre os termos de uma oração.

Nós amamos Maria.
Eles gostam de Tereza.
Eles eram fiéis aos amigos. (nominal)
Os amigos necessitavam de apoio. (verbal)

II – REGÊNCIA DE ALGUNS VERBOS
Uso coloquial diferente do uso formal.
Verbos com mais de um sentido.

1 – VERBOS: O USO COLOQUIAL DIFERENTE DO USO FORMAL
a) IR / CHEGAR (vi – a)
Professor, deixa eu ir no banheiro.
Professor, deixe-me ir ao banheiro.
Chegamos finalmente a Copacabana.
b) CUSTAR (vti - a -ser custoso, ser difícil)
Verbo + OI + oração infinitiva
O aluno custou para entender o assunto.
(Uso coloquial)
Custou ao aluno entender o assunto.
(Uso formal)
Eu custo a crer que ela ainda volte.(coloquial)
Custa-me crer que ela ainda volte.(formal)
Muito custa viver tão sozinho. (vi)
A roupa custou caro. (vi – preço, valor)
c) IMPLICAR (vtd - acarretar)
Sua atitude implicará na demissão do funcionário. (informal)
Sua atitude implicará a demissão do funcionário. (formal)
Tal procedimento implicará na anulação da prova. (informal)
Tal procedimento implicará a anulação da prova.
(formal)
d) MORAR / RESIDIR (vi – em)
O funcionário mora à rua Ituverava. (informal)
O funcionário mora na rua Ituverava. (formal)
e) NAMORAR (vtd)
João namora com uma aluna do 2º ano. (informal)
João namora uma aluna do 2º ano. (formal)
Beth namora com o Vitor. (informal)
Beth namora o Vitor. (formal)
f) OBEDECER (vti – a)
O aluno não obedece o professor.(informal)
O aluno não obedece ao professor. (formal)
Ele obedecia as leis antigas. (informal)
Ele obedecia às leis antigas. (formal)
Obs.: Admite voz passiva: O pai é obedecido pelo filho.
g) PREFERIR (vtdi – a)
Prefiro mais legumes do que frutas. (informal)
Prefiro legumes a frutas.
Prefiro os legumes às frutas.
Prefiro estudar a trabalhar.
h) SIMPATIZAR / ANTIPATIZAR (vti – com – não é pronominal)
Não me simpatizei com aquela nova funcionária. (informal)
Não simpatizei com aquela nova funcionária. (formal)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

REVISÃO DE LITERATURA – GABARITO – 2ª SÉRIE 3º BIM

1. O Parnasianismo

2. A poesia parnasiana usa a estrutura clássica: soneto, métrica regular, rimas, rebuscamento vocabular. O moderno se detém na liberdade de expressão, uso da linguagem coloquial, nacionalismo e cotidiano.

3. Uso de fato do cotidiano, usando uma linguagem simples e coloquial.

4.
Obras: Ciclo da cana-de-açúcar: Menino do Engenho; Usina; Fogo Morto. Ciclo do cangaço e fanatismo: Pedra Bonita; Cangaceira. Outros Temas: Riacho Doce; Eurídice; Moleque Ricardo.

Características: Documento sociológico; retrata a decadência dos engenhos de açúcar; retrata decadência da sociedade patriarcal; crença, superstições, costumes populares; memorialista: visão nostálgica, saudosa e sentimental.

5. Jorge Amado
Obras: Cacau; Capitães da areia; Gabriela, cravo e canela; Tieta do agreste...

Características: 1ª fase: Denuncia conflito entre grandes latifundiários; miséria; ambição; opressão aos trabalhadores; 2ª fase: Denuncia a infância abandonada e delinqüente, a miséria dos negros, seca e o cangaço; 3ª fase: retrata o folclore, costumes afro-brasileiros, a culinária, personagem desprovido de preconceito.

6.
Obras: Vidas Secas; São Bernardo; Angústia; Caetés; Memórias do Cárcere.

Características: linguagem concisa, análise psicológica do personagem; denúncia das injustiças sociais; egoísmo; linguagem escassa de adjetivos; retrata a seca e o sofrimento do homem nordestino; filia-se ao Neo-Realismo.

7. Cacau; Capitães da areia; Gabriela, cravo e canela; Tieta do agreste...

8. Rachel de Qeuirós. Obra: O Quinze.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

FILME: DOM JUAN DE MARCO

1. Compare o desejo de Dom Juan, no início do filme, com o texto abaixo:

“Era uma noite – eu dormia
E nos meus sonhos revia
As ilusões que sonhei!
E no meu lado senti ...
Meu Deus! Por que não morri?
Por que do sono acordei?
(Álvares de Azevedo)

2. Qual a estratégia utilizada pelo psicanalista para convencer Dom Juan a desistir do seu devaneio?

3 – Comente a visão de mundo do psicanalista, no início do filme, com a de Dom Juan?

4 – Por que o psicanalista decide, inicialmente, não dar remédio para Dom Juan?

5 – Apesar da idade, que transformação o psicanalista tem com as histórias românticas de Dom Juan?

6 – Confronte a história contada por Dom Juan com a narrada ao juiz no clímax da história?

7 – As duas essências humanas (razão e emoção) são apresentadas no filme. Cite três exemplos de cada uma.

8 – Qual das duas visões de mundo o filme prioriza?

9 – Por que podemos afirmar que Dom Juan é um personagem tipicamente romântico?

10 – Comente o final do filme numa visão romântica.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

FAÇA A CONCORDÂNCIA ADEQUADA, USANDO UM DOS TERMOS ENTRE PARÊNTESES:

01 - Não temos (bastante / bastantes) razões para impugnar sua candidatura.
02 - Estavam informados (bastante / bastantes) sobre toda a situação.
03 - Aquela decisão me custou muito (caro /cara).
04 - Acolheu-me com palavras (meio / meias) tortas.
05 - Os processos estão (incluso / inclusos / inclusas) na pasta.
06 - As folhas trinta e (duas / dois) do processo, fez o juiz uma observação.
07 - Seguem (anexo /anexos / anexa /anexas) as faturas.
08 - Permitam-me que eu as deixe (só / sós).
09 - Vocês estão (quite / quites) com a mensalidade?
10 - Hoje temos (menos / menas) lições.
11 - Água é (boa / bom) para rejuvenescer.
12 - Ela caiu e ficou (meio / meia) tonta.
13 - Elas estão (alerta / alertas).
14 - As duplicatas (anexo / anexa / anexas / anexos) já foram resgatadas.
15 - Quando cheguei à escola era meio-dia e (meia / meio).
16 - A lealdade é (necessária / necessário).
17 - Pedro e Maria viajaram (sós / só).
18 - As meninas me disseram (obrigado / obrigada / obrigados / obrigadas).
19 - A porta ficou (meia / meio) aberta.
20 - (Anexo / Anexos) estamos enviando os documentos.
21 - O padre ficou a (só /sós) na igreja.
22 - (Salvo / Salvos) os doentes, os demais partiram.
23 - As camisas estão custando (caro / cara).
24 - (Sós / Só), Pedro e Paulo abriram o cofre e fugiram com o dinheiro.
25 - Escolhemos as cores mais vivas (possível / possíveis)
26 - É (necessário / necessária) muita fé.
27 - As crianças não andam (só / sós), mas acompanhadas.
28 - Maçã é (boa / bom) para os dentes.
29 – [Excetos / Exceto] os dois vigaristas, todos foram presos como suspeitos.
30 - A sala tinha (bastante / bastantes) carteiras, mas era (meio / meia) escura.
31 - Eram moças (bastante / bastantes) competentes.
32 - As certidões (anexo / anexa / anexos / anexas) devem ser seladas.
33 - Suas opiniões são (bastante / bastantes) discutidas.
34 - É (proibido / proibida) a entrada neste recinto.
35 - Teresa e João chegaram (sós / só).
36 - Diz-se que (só / sós) eles não participaram.
37 - Maria passeou (sós / só) pelo bosque.
38 - Vocês (só / sós) fizeram isso?
39 - Está (incluso / inclusa) no total o seu percentual de comissão.
40 - Tenho uma colega que é (meia / meio) ingênua.
41 - Ela apareceu (meio / meia) nua.
42 - Manuel está (meio / meia) gripado.
43 - As crianças ficaram (meia / meio) gripadas.
44 - Nunca fui pessoa de (meio / meias) palavras.
45 - Agora todos estão (salvos / salvo), exceto o velho barqueiro.
46 - Os rapazes nos pagaram somente com muito (obrigados / obrigadas / obrigado).
47 - A casa estava (meia / meio) velha antes da reforma.
48 - Fiquem (alerta / alertas) rapazes.
49 - Eles (só / sós) chegaram às duas.
50 - A maçã é (bom / boa) para os dentes.
51 - É (proibida / proibido) a permanência de veículos neste local.
52 - Você é inteligente, de (maneiras / de maneira) que vai aprender.
53 - Segue (anexo / anexa) a biografia que você pediu.
54 - Está (inclusos / inclusas / incluso / inclusa) na nota a taxa de serviços.
55 - Estou (quite / quites) com as crianças.
56 - Procure comer (bastantes / bastante) frutos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A LADEIRA DA SAUDADE – RESPOSTAS

Reconhecendo personagens

1 – Flávia
2 – Ninota
3 – Lilia
4 – Tampinha
5 – Rui
6 – Dirceu
7 – Tereca
8 – Alice

Explicando a história

a) Porque achava que, só por ser um bom partido, sua filha deveria interessar-se em casar com ele.
b) Eles tinham personalidades bem distintas. Marcos César se interessava apenas por dinheiro e tecnologia, enquanto Lília gostava mais de arte.
c) Ela queria dizer que por ser autoritária e querer mandar demais em sua vida, seu eu interior era frio.
d) Seu relacionamento com o pai era bom, pois ele respeitava sua individualidade.
e) Porque percebeu que o ambiente estava tenso, por causa do problema do namoro com Marcos César.
f) Sim. Ela começou a perceber que a tia a compreendia bem melhor que a mãe, sendo capaz de ajudá-la com suas conversas.
g) Porque tia Ninota tinha ido visitar uma prima que estava para morrer em outra cidade.
h) Que respeitasse mais a individualidade de Lília, que já era capaz de agir por conta própria, sem precisar de alguém que decidisse por ela. Além disso, deveria aprender a conversar sinceramente com a filha, procurando entender o que era melhor para ela.
i) Lá ela conheceu três garotas: as tetetês (Tampinha, Tunica e Tereca) e um rapaz, Dirceu, por quem se apaixonou.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

REVISÃO 2º bim CAMÕES (orações: coord.; subst.; adv.)

Leia o seguinte trecho:

Clareou.
Acordei na mesma cama, sozinho, com um cobertor sobre mim. Procurei uma sombra no teto que me mostrasse o próximo passo, mas não encontrei nenhuma.
Levantei e desci a escada enrolado no cobertor. Na cozinha a mesa posta. Sentei e apoiei a cabeça nas mãos, denunciando uma impiedosa ressaca. Bati os olhos na capa do jornal do dia: um retrato falado do criminoso do Hotel Empire. Era para ser meu retrato. Mas, surpreendentemente, não tinha nada a ver comigo: as testemunhas não conseguiram me descrever, ou não quiseram.
(Marcelo Rubens Paiva. Bala da Agulha.)

a) Transcreva as orações coordenadas sindéticas do texto e classifique-as. Destaque as conjunções.
b) Reescreva o segundo parágrafo, estruturando-o apenas com períodos simples (orações absolutas).
c) Transforme a relação coordenativa alternativa da última oração do trecho em uma subordinada condicional, mantendo o significado original. Faça apenas as modificações necessárias.
d)Transforme a relação coordenativa adversativa, presente na última oração do 2º parágrafo, em subordinada concessiva, mantendo o significado original. Faça apenas as modificações necessárias.
e) Comente o valor relacional (sentido) das orações iniciadas pela conjunção e.
“Ele foi atacado pelos insetos, ficou internado três dias e morreu.”
“Levantei e desci a escada enrolado no cobertor. (...)”
“(...)Sentei e apoiei a cabeça nas mãos,(...)”
“Você quer ajuda, e eu não o posso ajudar.”
“Faça o que lhe digo e será bem-sucedido.”

2. Leia o fragmento:
Contam que a mesma coisa aconteceu com o primeiro homem a escalar o Everest. Para começar, quando chegou no topo, no cume da montanha mais alta da Terra, ele tirou um banquinho da sua mochila, colocou o banquinho exatamente no pico do Everest e subiu em cima do banquinho! O guia nativo que o acompanhava não entendeu nada. Se entendesse, estaria entendendo o homem branco e toda a história do Ocidente
(Luís F. Veríssimo. Comédias da Vida privada)

a). Transcreva dele uma oração subordinada adverbial temporal, indicando a que oração ela é subordinada.
b) Analise morfossintaticamente as duas ocorrências da palavra que.
c) Explique a estrutura sintática do último período.
d) Retire do fragmento acima uma oração que exerça a mesma função sintática que o termo nada.
d) Substitua a conjunção se presente no último período por outra do mesmo sentido, porém mais enfática.
e) Qual a função sintática da 1ª oração do 2º período.
f) Podemos afirmar que o termo “...DO OCIDENTE” e a oração “...QUE O ACOMPANHAVA...” apresentam a mesma função sintática? Comente.
3. Leia o soneto abaixo:

Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
passaria sobre o meu corpo.
Vou subir a ladeira lenta
em que os caminhos se fundem.
Todos eles conduzem ao
princípio do drama e da flora.
Não sei se estou sofrendo
ou se é alguém que se diverte
por que não? Na noite escassa
com um insolúvel flautim.
Entretanto há muito tempo
Nós gritamos: sim! Ao eterno.
(Carlos Drummond de Andrade. In Grandes sonetos da nossa língua.)

a) Há uma ironia na coordenação dos dois objetos diretos do primeiro verso. Tente explicá-la.
b) Em que outro momento do poema duas objetivas diretas aparecem coordenadas entre si? Transcreva-as. Justificando o uso da conjunção integrante.
c) Transforme a relação coordenativa adversativa, presente na última estrofe, em subordinada concessiva, mantendo o sentido original. Faça apenas as modificações necessárias.
d) Classifique de forma completa a oração abaixo, destacada do testo. Leve em consideração o valor relacional entre ela e a oração anterior.

4 – Dê o valor semântico das orações assinaladas abaixo:

a) Como tudo está resolvido, você pode partir. ____________________________________
b) Ainda era muito cedo, mesmo assim iniciamos a caminhada. ______________________
c) Se tudo correr bem, os resultados serão conhecidos logo. ________________________
d) Embora seja cedo, é melhor partirmos. ______________________________________
e) Iremos nos empenhar nos estudos para que possamos passar de ano. ________________________

5 – “Um dia, como lhe dissesse que iam dar o passarinho, caso continuasse a comportar-se mal, correu para a área e abriu a porta da gaiola.”

As orações destacadas têm, respectivamente, valores semânticos de:
a) causa e condição;
b) comparação e causa;
c) conformidade e conseqüência;
d) condição e concessão;
e) comparação e conformidade.

6 – Reescreva os períodos, colocando-os na ordem direta:

a) Se você quer assim, nada mais posso fazer.
_____________________________________________________________________________________
b) Assim que a campainha tocou, fui até a porta.
____________________________________________________________________

7 – Faça um comentário sobre a obrigatoriedade ou não da pontuação nas frases abaixo:

I – Como não estava feliz, separou-se do marido.
II – A criança chorava, porque estava doente.
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
8 – Comente a diferença de sentido entre as orações abaixo, apesar das duas apresentarem a idéia de oposição: uma por adversidade e outra por concessividade:

I – A jovem era linda, mas tinha um gênio infernal.
II – A jovem tinha um gênio infernal embora fosse linda.
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Professor: Vitor Dias
Aluno ----------------------------- nº ----- Turma ------
Exercício de revisão
1 – Assinale , nas frases abaixo, as orações adjetivas:

a).As fábricas que despejam material poluente no rio receberam várias multas.
b) Os biólogos punham nas onças anestesiadas uma coleira na qual um minitransmissor estava instalado.
c) Consegui achar o livro de que ele nos falou ontem.
d) Ela gostou dos poemas que escrevi para o novo livro.
e) As crianças adoraram o bolo, que era de chocolate.

2 – Retire, das frases da questão 1, o antecedente dos pronomes relativos:

3. Dê a função sintática dos pronomes relativos da questão 1.

4) Reescreva as orações adjetivas das frases da primeira questão, substituindo o pronome relativo pelo antecedente:

5 – Faça a conexão das orações abaixo. Conecte a segunda oração à primeira.

a) Os fatores de proteção solar variam de dois a cinquenta. Os bronzeadores estampam nos rótulos os fatores de proteção solar.
b) Eu trouxe o livro. Eu prometi dar o livro a você.
c) O leite estava azedo. Ela fez o bolo com o leite.
d) Você acaba de conhecer o médico. Ela dedicou o livro ao médico.
e) A moça nasceu em Maringá. José casou com a moça.

6 – Reescreva as sentenças abaixo, subordinando a segunda à primeira, usando o relativo cujo ou uma das suas variantes:

a) Construíram uma casa nova. As paredes dela são de pedra.
b) Sou contra este governo. As políticas dele não têm rumo.
c) Encontrei o professor. O filho dele foi aprovado.
d) Ninguém encontrou a casa. O portão da casa era amarelo.
d) Eu vi a menina. A boneca da menina tinha desaparecido.

7 – Comente a diferença semântica entre as orações adjetivas abaixo:

a) O dicionário que eu usei tem capa azul. O dicionário, que eu usei, tem capa azul.
b) As crianças adoraram o bolo que era de laranja. As crianças adoraram o bolo, que era de laranja.
c) O livro que eu retirei da biblioteca foi escrito por Machado de Assis. O livro, que eu retirei da biblioteca, foi escrito por você.
d) A revista que está sobre a mesa é nova. A revista, que está sobre a mesa, é nova.

8 – Classifique de forma completa as orações abaixo:

a) O leite que está na jarra azul precisa ser fervido.
b) Interditaram os bares, cujas condições de higiene eram péssimas.
c) Contratamos os digitadores, de quem estávamos precisando.

9 – Assinale, no fragmento abaixo, as orações adjetivas:

“É isso. Eu me sinto irmanada a esses exploradores que dedicam a vida às mais loucas expedições, lançando-se montanha acima com seus corpos castigados, enfrentando o frio mais agudo, o vento mais cortante, o ar rarefeito. Semanas, meses, anos de planejamento e dedicação, de tortura e terror, encarando o medo e a morte, apenas para alcançar o topo – um momento efêmero, que mal pode ser desfrutado, tamanho o cansaço, tamanha a adversidade das condições em que chegam lá em cima. E tudo, para quê? Por quê?”

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PRONOMES RELATIVOS – CONEXÃO

1. Subordine a 2ª oração à 1ª, utilizando-se de pronome relativo como conectivo:

a) O rapaz chegou atrasado. Esperávamos o rapaz.
b) A cor é azul. A cor agrada-me.
c) A ajuda não chegou. Contávamos com a ajuda.
d) A quantia é muito grande. Precisamos da quantia.
e) O problema é o número três. Referi-me ao problema.
f) O bairro é muito perigoso. Moro no bairro.
g) O engenheiro fez um trabalho genial. Trabalho para o engenheiro.
h) Os ideais eram vazios. Lutei pelos ideais.
i) A mulher me abandonou. Não posso viver sem ela.
j) O juiz me absolveu. Compareci perante o juiz.
k) O político merece respeito. Lutei contra o político.
l) O campo está careca. As linhas do campo foram pintadas.
m) O rapaz mostrou-se honrado. A honestidade do rapaz foi questionada.
n) O sapato é de cromo. O salto do sapato se soltou.
o) O tio sempre me protegeu. Hospedei-me na casa dele.
p) A agulha apareceu em boa hora. Furei a bolha com a ponta da agulha.
q) A menina trouxe-me lembranças de Minas. Tenho saudades dos pais da menina.
r) A região fica no extremo sul do país. Referi-me às plantações da região.
s) O tribunal reconheceu-me inocente. Fui arrastado às barras do tribunal.
t) O professor reconheceu seus erros. Levantei-me contra as ideias dele.
u) Está em ruínas a igreja. Jurei voto de castidade diante do altar da igreja.
v) Já lhe posso emprestar o livro. Resolvi todos os problemas por meio dos ensinamentos do livro.
w) Aquele templo sempre me trouxe paz de espírito. Debaixo do telhado do templo fiz minhas orações.
x) A mansão está à venda. Passamos as férias dentro dos muros da mansão.
y) Agora desprezo a mulher. Fiz loucuras por causa dos beijos da mulher.
z) A sua música pode cair no gosto popular. Gostei dos acordes da sua música.

2. Preencha as lacunas com o pronome relativo adequado (preposicionado ou não):
a) Achei o livro ..........procuramos tanto.
b) Eis o homem .......... te procurou.
c) Aqui está o projeto .......... me pediste.
d) Esta é a proposta .......... concordo.
e) Este é o assunto .......... discordo.
f) O livro .......... aludi é de Manuel Bandeira.
g) A viagem .......... desisti me era impossível.
h) O município ......... moro tem problemas de difícil resolução.
i) A moça ..........olhos me enfeitiçaram me brindou com um sorriso promissor.
j) Os funcionários .......... opinião contávamos não se pronunciaram.
k) A religião ......... seio me criei me conforta nos momentos difíceis.
l) O seu cabelo, .......... fios estão opacos e quebradiços, precisa de um tratamento adequado.
m) O livro .......... título esqueci me faz falta.
n) O livro .......... título me esqueci me faz falta.
o) O jato .......... qualidades fez referência já está sendo exportado pela Embraer.
p) A camisa .......... faltam botões é a azul.
q) O goleiro .......... vôo evitou o gol vai chegar à seleção.
r) O nome .......... letras de forma formam o anagrama AMÉRICA é Iracema.
s) O sorriso .......... colhi em seus lábios foi enganoso.
t) As árvores .......... galhos se escondem vários animais têm mais de cem anos.
u) O cão .......... dentes me rasgaram as calças me causou grande medo.
v) O livro Mar Morto .......... autor é uma das glórias nacionais, focaliza a vida dos homens do cais.
w) O representante da turma .......... me visitou propôs uma festa de formatura. (O representante me visitou)
x) O representante da turma .......... me visitou propôs uma festa de formatura. (A turma me visitou)
y) Na região .......... habito faz muito frio no inverno.
z) A jovem mulher ........ respeito muito é a minha grande paixão.

3. Dê o valor sintático dos pronomes relativos das questões 1 e 2.
Postado por Vitor Dias às 16:08

domingo, 10 de abril de 2011

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO (Orações Subordinadas substantivas)

1 – Transforme a expressão substantivada, grifada, em uma oração subordinada substantiva:

a) Espero seu telefonema.
b) Necessitamos de ajuda.
c) Minha esperança é a tua felicidade.
d) Tínhamos necessidade de ajuda.
e) Desejo uma coisa: a tua felicidade.
f) Seu casamento é urgente.
g) O essencial é o amar
h) A tua vinda é necessária.
i) Espero a tua resposta.
j) Era esperada a sua chegada.
l) Alfredinho aguardava a tua partida.
m) Percebeu a aproximação dos homens.
n) Observou a agonia da lenha verde.

2 – Classifique as orações subordinadas substantivas de acordo com:
a) – subjetiva
b) – objetiva direta.

( ) Convém que você fuja imediatamente.
( ) Conta-se que naquela torre habita uma bruxa.
( ) Contam que naquela torre habita uma bruxa.
( ) Acontece que ainda te amo.
( ) É provável que ele chegue ainda hoje.
( ) Comenta-se que poucos foram reprovados.
( ) O rei berrou que estava nervoso.
( ) É necessário que você venha.

3 – Classifique as orações subordinadas substantivas de acordo com:
a) Objetiva indireta
b) completiva nominal

( ) Fulano tinha medo de que revelassem seus negócios.
( ) Não duvide de queele seja capaz de matá-lo.
( ) Não se esqueçam de que os convidados deverão chegar ao meio-dia.
( ) Adolfo tinha certeza de que havia cometido um engano.
( ) Ele tinha necessidade de que você o ajude.
( ) Ele necessita de que você o ajude.

4 – Classifique as orações subordinadas substantivas de acordo com:
a) predicativa
b) apositiva

( ) Ela falou tal coisa: que não te amava.
( ) A necessidade é que haja amor.
( ) A paz é que falta no mundo.
( ) Ela disse isso: que você vai embora.

5 – Separe as orações e classifique-as:

a) A virtude das mulheres é que elas nunca mentem.
b) A verdade é que ele não consegue mais.
c) Ele fez questão de que nos retirássemos.
d) Ele ficou com medo de que eu revelasse seu segredo.
e) O time precisava de que toda a massa esperasse.
f) Ele sempre quer a mesma coisa: que a sua presença seja notada.
g) Os homens sempre se esquecem de que não são o sexo frágil.
h) Sou favorável a que o absolvam.
i) Havia dúvida de que o fato fosse verdadeiro.
j) Ninguém duvidava de que o fato fosse verdadeiro.
k) Ignoramos quando se deu o desastre.
l) Vejo agora quanto estava preso a ela.
m) Tenho a impressão de que estou vivendo não em Belo Horizonte.
n) É conveniente que todos compareçam.
o) É preciso que você seja mais responsável.

sábado, 19 de março de 2011

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

1. Função referencial / denotativa

Características:

 Objetiva;
 Informa o leitor sobre um fato verídico;
 Usa denotação;
 Sentido unívoco. (Único sentido)
Ex.: Texto jornalístico, científico, didático ...

2. Função emotiva ou expressiva

Características:

 Uso de verbos e pronomes na 1ª pessoa;
 Usa subjetividade (emoções, opiniões);
 Emissor centrado em si mesmo.
Ex.: poema, ou qualquer texto que expresse o uso da 1ª pessoa.

3. Função conativa ou apelativa

Características:

 Influencia o comportamento do receptor;
 Uso do verbo no imperativo (ordem, pedido, súplica ou apelo).
Ex.: Texto publicitário (propaganda)

4. Função fática

Características:

 Testa o canal de comunicação entre ele e o receptor;
 Abre, prolonga, testa ou interrompe um canal de contato entre o emissor e o receptor.
Ex.: conversa, telefonema, aula...

5. Função metalingüística

Características:

 Uso do código (língua portuguesa) para explicar um elemento do próprio código;
 Conceitual, explicativa;
 Usa o próprio código como assunto.
Ex.: dicionário, qualquer texto conceitual.

6. Função Poética

Características:

 Uso da conotação;
 Subjetividade;
 Texto polissêmico (vários sentidos);
 Preocupação com a elaboração da mensagem;
Ex.: poema, conto, romance, novela, crônica...
ROTEIRO DE LEITURA
Obra: O CORTIÇO – Aluísio de Azevedo.


1. Por que se pode afirmar que O Cortiço é a personagem principal da obra?

2. Desenvolva a seguinte afirmação: O tema mais importante no romance é o imigrante português, representado principalmente por personagens situadas em três diferentes posições socioeconômicas: João Romão, Miranda e Jerônimo.

3. De acordo com a visão naturalista, por que Jerônimo, um português, não teria vencido na vida como os demais de sua raça?

4. No decorrer da narrativa, algumas personagens, como João Romão, Piedade, Jerônimo e Pombinha, sofrem um processo de transformação social e moral. Demonstre a transformação ocorrida e a condição final de cada um deles.

5. Comente as causas, segundo a visão naturalista, de Pombinha ter se tornado prostitua e de Jerônimo haver se abrasileirado.

6. Por que é possível afirmar que o sucesso de João Romão pode ser visto sob o enfoque da lei da seleção natural?

7. Por que O cortiço e os demais romances naturalistas são considerados “romances de tese”?

8. Discuta a seguinte afirmação: “O português negociante de fazendas por atacado foi vencido pelo português negociante de secos e molhados” (Dirce C. Riedel).

9. Pode-se perceber, na leitura da obra, que a visão do narrador naturalista é muito semelhante ao do cineasta:

a) de que maneira o narrador os descreveu? De um ponto de vista físico, social ou psicológico?

b) Os habitantes do cortiço são todos da mesma raça ou do mesmo tipo? O que esse fato significa?

10. Pode-se perceber que o narrador se esmera na descrição de Rita Baiana. Haverá alguma intencionalidade nisso? Qual?
FILME: O CARTEIRO E O POETA

1. O personagem Mário mora numa ilha de pescadores, na Itália, na década de 50, com seu pai. O filme inicia-se com a imagem de um cartão postal, observado por Mário, que o motivo do diálogo entre pai e filho. Que sugestão esse cartão apresenta para o desenvolvimento da história?

2. No cinema, Mário passa ter conhecimento de quem é o poeta, exilado chileno, que vai morar na Ilha onde Mário vive. Quem é esse poeta e qual a opção política?

3. Mário não se adapta à pescaria, resolve procurar um emprego. Como, na ilha, a maioria era analfabeta. Mário consegue um emprego de carteiro, pois sabia ler e escrever. Ele só teria um cliente na ilha: o poeta. Qual foi a primeira impressão que Mário teve do poeta?

4. Em seguida, Mário se oferece ao poeta para fazer pequenos serviços para a família. O pedido não foi aceito. Resolve comprar um livro do poeta e leva-o para uma dedicatória. Por que Mário não gostou do que o poeta escreveu?

5. “Estou cansado de ser homem”, “O cheiro me faz soluçar em voz alta”, versos da obra “Odes elementares”. Mário dialoga com o poeta, citando versos de poemas e pede a ele que explique o sentido. O poeta se recusa, diz que são metáforas. Mário quis saber o que era metáfora. Como o poeta explica metáforas para Mário, que era um homem rude?

6. Mário deseja escrever poemas, mas não consegue. Pede ajuda ao poeta. O que o poeta diz ao carteiro sobre a criação poética?

7. Mário se apaixona por Beatrice Russo e pede ao poeta que escreva um poema sobre ela. O poeta diz que não consegue. Há uma discussão entre o poeta e o carteiro. Por que poeta se recusa?

8. O carteiro deu ao poeta uma bebida e o poeta retribui com um caderno de capa dura. O poeta recebeu uma fita cassete dos seus amigos comunistas do Chile. Ele resolve retribuir a gravação e pede para Mário falar alguma coisa. Mário só diz “Bom dia! Bom dia! Comente essa fala de Mário com o momento em que ele resolve fazer uma gravação e mandar ao poeta.

9. “Beatrice, seu olhar se espalha como a borboleta” . Foi o primeiro de muitos versos que Mário escreveu e usa como declaração de amor, deixando Beatrice sonhando com as metáforas. Que consequências essas metáforas causam na vida de Mário?

10. O filme deixa claro que o carteiro se conscientiza politicamente com a evolução intelectual. Um político local comenta: “Um poeta pode prejudicar o povo”. Comente um caso do filme que evidencia a enganação política.

11. Qual a visão da igreja sobre o comunismo, mencionada no filme?
12. Há o casamento entre Mário e Beatrice. O poeta e esposa são padrinhos. No meio da festa o poeta recebe um telegrama. Comente o conteúdo do telegrama.

13. Após a partida do poeta, Beatrice engravida. O desejo de Mário é chamar o filho Pablito. Mário recebe a sua primeira carta, pensa que é do poeta. De quem era carta e qual o conteúdo dela?

14. O poeta e esposa resolvem voltar à Ilha, mas se deparam com uma triste realidade. Comente esse fato triste.

15. No final do filme, o poeta relembra o amigo que o homenageou com o poema: “Canto para Pablo Neruda”. Comente a visão literária do personagem Mário no início e no final do filme.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Naturalismo

NATURALISMO
(1881 – 1902)

I – As tendências anti-românticas:

• Em prosa: Realismo e Naturalismo
• Em verso: Parnasianismo

II – As novas doutrinas do século XIX:

• Positivismo: Tudo deve ser explicado pela ciência.
• Evolucionismo: Luta pela sobrevivência (homem / animal).
• Empirismo: Ver para crer (fato comprovado através da experiência).
• Determinismo: Conduta humana é condicionada por três fatores: meio + raça + tempo = comportamento

III – A personalidade de um naturalista:

1 – Preocupação social:

• Desejo de mostrar o que há de mais chocante;

• Análise das doenças sociais (patologia): adultério, violência, prostituição, homossexualismo e etc...

2 – Empolgação com a ciência: novas doutrinas podem explicar o caos social.



3 – Intenções:

• Comprovar uma tese científica;
• Expor as doenças sociais.

4 – E ainda:

• Todo naturalista é realista, mas nem todo realista é naturalista.
• Concepção biológica do mundo

IV – Características:

• Objetividade; análise social – grupos marginalizados; análise patológica;

• Valorização do coletivo; comparação do homem ao animal; amor físico;

• Personagens miseráveis; homem – produto biológico – hereditariedade física e psicológica; vida instintiva e condicionada.

V – Autores:

• Aluísio Azevedo
Obras: O Mulato; O Cortiço; Casa de Pensão.

• Raul Pompéia
Obra: O Ateneu.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Relatório narrativo

ATIVIDADE EXPERIMENTAL – ACIDEZ E BASICIDADE

Ao professor: Pedro Duarte

Na aula prática de laboratório, analisei o caráter ácido de algumas substâncias de uso cotidiano através da coloração assumida pelo indicador..
Antes de iniciar a análise, levantei a seguinte hipótese: todas as substâncias têm comportamento semelhante quando misturadas com um mesmo reagente, a fenolftaleína.
Em seguida reuni o material necessário e segui as instruções dadas no Procedimento sugerido na Atividade experimental – acidez e basicidade.
Ao analisar os dados obtidos, verifico que as substâncias ácidas, como o ácido clorídrico, permanecem incolores, enquanto as substâncias básicas, como o hidróxido de sódio, passam a ter uma coloração avermelhada.
Concluo, então, que o suco de limão e o vinagre têm comportamento de substância ácida e que o sabão e a solução de cal têm comportamento de substâncias básicas.

Rio de Janeiro, 15 de maio de 2009.

__________________________________
(Rafael Ferreira de Souza – Turma 1205).

Anexos: tabela com os reagentes e procedimentos.

Relatório tópicos

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ATENÇÃO 9º ANO - CAMÕES.

A IMAGEM PARA DESCRIÇÃO ESTÁ NA POSTAGEM DE MARÇO DE 2010. VÁ LÁ!
DESCRIÇÃO

Se eu fosse pintor...

Se eu fosse pintor começaria a delinear este primeiro plano de trepadeiras entrelaçadas, com pequenos jasmins e grandes campânulas roxas, por onde flutua uma borboleta cor de marfim, com um pouco de ouro nas pontas das asas.
Mas logo depois, entre o primeiro plano e a casa fechada, há pombos de cintilante alvura, e pássaros azuis tão rápidos e certeiros que seria impossível deixar de fixá-los, para dar alegria aos olhos dos que jamais os viram ou verão.
Mas o quintal da casa abandonada ostenta uma delicada mangueira, ainda com moles folhas cor de bronze sobre a cerrada fronde sombria, uma delicada mangueira repleta de pequenos frutos, de um verde tenro, que se destacam do verde-escuro como se estivessem ali apenas para tornar a árvore um ornamento vivo, entre os muros brancos, os pisos vermelhos, o jogo das escadas e dos telhados em redor.
E que faria eu, pintor, dos inúmeros pardais que pousam nesses muros e nesses telhados, e aí conversam, namoram-se, amam-se, e dizem adeus, cada um com seu destino, entre a floresta e os jardins, o vento e a névoa?
Mas por detrás estão as velhas casas, pequenas e tortas, pintadas de cores vivas, como desenhos infantis, com seus varais carregados de toalhas de mesa, saias floridas, panos vermelhos e amarelos, combinados harmoniosamente pela lavadeira que ali os colocou. Se eu fosse pintor, como poderia perder esse arranjo, tão simples e natural,e ao mesmo tempo de tão admirável efeito?
(...)
Se eu fosse pintor, gostaria de pintar esse último plano, esse último recesso da paisagem. Mas houve jamais algum pintor que pudesse fixar esse móvel oceano, inquieto, incerto, constantemente variável que é o pensamento humano?
(Cecília Meireles)