REVISÃO – COLOCAÇÃO PRONOMINAL
1. Observando as recomendações quanto à colocação dos pronomes oblíquos átonos, pode-se afirmar que está correta a frase:
O dinheiro que entreguei-lhe era meu.
No curso de Pedagogia estudaria-se provavelmente História da Educação.
Nunca enganamo-nos a esse respeito.
Em tempos de vacas magras, compra-se o indispensável.
Caso procurem-me, diga que viajei.
2. Consoante as normas da língua culta vigente, o pronome átono está colocado com ERRO em:
As reuniões tornavam-se eventos de grande repercussão.
As reuniões se tornavam eventos de grande repercussão.
As reuniões não se tornariam eventos de grande repercussão.
As reuniões tornariam-se eventos de grande repercussão.
As reuniões tornar-se-ão eventos de grande repercussão.
3. atiram-se-vos, acusam-no são formas corretas de uso de pronomes; em que item a seguir o uso do pronome não obedece às normas vigentes?
Ter-lhe-iam falado a meu respeito?
Tenho prevenido-o várias vezes;
Quem nos dará razão?;
Nunca nos diriam inverdades;
Haviam-no procurado por toda a parte.
4. planejá-la é uma forma verbal com pronome enclítico; a forma que assumiria esse mesmo verbo no futuro do presente do indicativo com pronome mesoclítico, seria:
planeja-la-á;
planejá-la-á;
planejá-la-ia;
planejá-la-a;
planejar-la-á.
5. Assinale dentre as alternativas apresentadas a seguir o único deslocamento do pronome átono que seria considerado incorreto segundo os gramáticos normativos tradicionais.
“ [ ... ] ou o que se determine pelo uso outorgado.” (Art. 1250)
[ ... ] ou o que determine-se pelo uso outorgado.
“ [ ... ] não podendo usá-la senão de acordo com o contrato, [ ... ]” (Art. 1251)
[ ... ] não a podendo usar senão de acordo com o contrato, [ ... ]
“ [ ... ], ainda que se possa atribuir a caso fortuito, [ ... ]” (Art. 1253)
[ ... ], ainda que possa atribuir-se a caso fortuito, [ ... ]
“Se o menor, estando ausente essa pessoa, se viu obrigado a contrair [ ... ]” (Art. 1260, II)
Se o menor, estando ausente essa pessoa, viu-se obrigado a contrair [ ... ]
“ [ ... ]. Mas, em tal caso, a execução do credor não lhes poderá ultrapassar [ ... ]” (Art. 1260, III)
[ ... ]. Mas, em tal caso, a execução do credor não poderá ultrapassar-lhes [ ... ]
6. Alguns termos desfrutam de certa flexibilidade posicional no interior das construções de que participam. Levando em conta as estruturas presentes nos textos de Machado de Assis, assinale dentre as alternativas a seguir aquela em que o deslocamento não é recomendado pelos gramáticos normativos tradicionais.
“que vos deram” / que deram-vos;
“gosto de conhecer-vos” / gosto de vos conhecer;
“recebi e agradeço-vos /recebi e vos agradeço;
“a mim entregue” / entregue a mim;
“incumbiu-me” / me incumbiu.
7. A frase em que, segundo o uso culto escrito, são lícitas tanto a próclise quanto a ênclise do pronome oblíquo átono é:
“afoga-se o corpo em álcool e gordura”;
“no ato de se empanturrar à mesa”;
“Mudemos nós e o Natal”;
“Aquele que se fez pão e vinho”;
“Deixemo-nos, como Maria, engravidar”.
8. De acordo com a norma culta, o resultado da substituição do termo grifado no trecho a seguir por um pronome oblíquo seria: “Vi e suportei os sofrimentos das tropas e não posso mais contribuir para prolongar esses sofrimentos:
para prolongá-los;
para lhes prolongar;
para prolongar eles;
para prolonga-los;
para prolongar-lhes.
9. Indique a colocação indevida do pronome oblíquo:
Vou-te vendo.
Não convidar-te-ei desta vez.
Dais-vos clemência.
Aqui, trabalha-se.
Dizê-lo primeiramente.
10. Sobre os pronomes de tratamento é errado dizer que:
são certas palavras e locuções que valem por verdadeiros pronomes pessoais;
levam o verbo para a 3ª pessoa, embora designem a pessoa a quem se fala (isto é, a 2ª);
não admitem artigo (conseqüentemente crase), exceto Senhor, Senhora e Senhorita;
exigem o pronome na 3ª pessoa do singular, bem como adjetivo e particípio concordando com o sexo da pessoa;
deve-se empregar Vossa para a pessoa de quem se fala, e Sua para a pessoa com quem se fala.
11. Assinale a opção em que há erro de colocação pronominal, de acordo com a norma culta.
A primeira refere-se aos atuais mecanismos públicos e particulares.
São os elementos essenciais da vida, os quais não têm-nos dado a desejada segurança.
Consiste em nossa fraqueza de opormo-nos a uma espécie de movimento neo-feudal.
A sociedade mostra-se perplexa com seu ajuste à eletrônica.
O Estado não se mostra apto para encontrar soluções.
12. Observe o fragmento:
“Mas o que me leva a crer no desaparecimento do bem-te-vi são as mudanças que começo a observar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome. Limitava-se a gritar: ‘ ... te vi! ... te vi! ... ’ com a maior irreverência gramatical.”
Cecília Meireles
Em “Limitava-se a gritar: ‘ ... te vi! ... te vi! ... ’ com a maior irreverência gramatical.”, a autora refere-se:
ao uso da linguagem coloquial;
ao uso indevido da pontuação;
à colocação do pronome em próclise;
à colocação do pronome em ênclise;
à articulação incorreta do bem-te-vi.
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