quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

AULA DE REVISÃO

Texto 1:


Chega de saudade

Vai minha tristeza
E diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe uma prece
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza, e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim
Não sai.

Mas se ela voltar
Se ela voltar, que coisa linda
Que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na tua boca...

Dentro dos meus braços
Os braços hão de ser
Milhões de abraços apertados assim
Colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos
Sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De viver longe de mim.

(Vinícius de Moraes e Tom Jobim)



1. Retire do poema uma oração que exerce a função de objeto direto.

2. Transcreva do poema três orações coordenadas entre si e com valor sintático de predicativo.

3. Em que oração o poeta traduz uma condição para sua felicidade?

4. Que comparação o poeta estabelece para exprimir a quantidade de carinho que quer dedicar à amada?

5. “Como não posso mais sofrer, deixei-a” (adaptada) e pra acabar com esse negócio (texto)”. Que relação sintática e semântica essas orações apresentam?

6. Retire da primeira estrofe duas orações subordinadas e coordenadas assindéticas entre si.

7. Dê o valor sintático e semântico das orações abaixo, quando houver:

a) “E diz a ela”
b) “Porque eu não posso mais sofrer”
c) “que não sai de mim,”
d) “Pois há menos peixinhos a nadar no mar”
e) “a nadar no mar”
d) “..que eu darei na tua boca”

8. Comente a oposição que o conector MAS expressa ao iniciar a segunda estrofe.

9. Qual a função sintática da palavra QUE nas frases abaixo:

a) “Que não sai de mim”
b) “que eu darei na tua boca...”

10. Textos para classificação das orações:

a) “Menino, vá e diga a seu pai que, se vaivém fosse e viesse, vaivém iria; mas, como vaivém vai e não vem, vaivém não vai.”
b) “A alegria era tão intensa, cá embaixo, naquela noite, que Jesus, abandonando a cadeira luminosa em que tem assento, à direita do Pai, se encaminhou para a entrada do Paraíso, onde Pedro cochilava pesadamente, com a cabeça encostada ao enorme livro de registro da portaria.” (Humberto de Campos)

11. Nas frases a seguir há erros ou impropriedades. Reescreva-as e justifique a correção.

a) "Enviamos anexo os dados solicitados por V. Sa. e nos colocamos à vossa inteira disposição para qualquer outros pedidos."
b) "O diretor havia aceito a tarefa de reformar a escola."
c) "Tome esse chope o quanto antes para que a gente possamos conhecer a Baía de Guanabara, que todos falam mil maravilhas."
d) "Todos visamos o exito dessa missão; porisso é que se obedeçam, a risca, as ordens superiores."
e) "Esta é uma tarefa para mim fazer sozinho, não admito que se reparta as responsabilidades entre eu e outra pessoa."
f) "Ele tomou as decisões as mais oportunas."
g) Quantos sonhos haviam naquela ingenua cabecinha...
h) Cheguei a dois dias e voltarei daqui há quatro meses.

12Troque o verbo em destaque pelos verbos apresentados e faça as devidas adaptações:

Este é o filme que o aluno viu.

a) assistir
b) acreditar
c) gostar
d) opor-se
e) simpatizar

13 – Complete, usando o pronome adequado:

a) Você pagou a dívida?
- Sim, paguei-......
b) Você pagou ao homem?
- Sim, paguei-.....
c) Você ama este rapaz?
- Não, não ....... amo.
d) Isto pertence a esta pessoa?
- Não, isto não ...... pertence.
e) Você cumprimentou o professor?
- Sim cumprimentei-.......
f) Você obedece a este homem?
- Sim, obedeço-.......
f) Você quer a seus amigos?
- Sim, quero-......
g) Você quer o livro?
- Sim, quero-.....
h) Você assistiu a este filme?
- Sim, assisti ...........
i) Você aspira a este cargo?
- Sim, aspiro ..........

13 – Complete os pontilhados, usando a preposição adequada, se necessário:

a) A desatenção do motorista implicou ....acidente com vítimas.
b) Sempre obedecia .... os mais velhos.
c) Aspiramos ..... o perfume das flores.
d) O cargo ....que aspiramos é disputado por todos.
e) O filme ... que assisti era nacional.
f) É um direito que assisti ... os empregados.
g) Esqueci ..... o documento.
h) Esqueci-me ..... o documento.
i) As pessoas lembraram com tristeza ..... o ocorrido.
j) As pessoas se lembraram com tristeza ..... o ocorrido.
l) Visamos ..... uma boa classificação nos exames.
m) Este exercício é acessível ..... todos os alunos.
n) Este problema é análogo .... outro.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

SANTA MÔNICA
GABARITO – 1ª SÉRIE – LITERATURA

1. A prosa romântica procurou redescobrir a cultura brasileira, buscando a identidade nacional.

2. Romance Urbano:. Obras: Senhora e Lucíola
Romance Indianista. Obras: Iracema, O Guarani, Ubirajara.
Romance Regional ou Sertanejo. Obras: Inocência , Escrava Isaura.

3. Iracema, O Guarani, Ubirajara.

4. Senhora e Lucíola

5. Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida

6. Na geração byroniana, a mulher é frágil, mórbida e distanciada do eu lírico.
Já, na Poesia Social, Ela é desejada, sensual e próxima do eu lírico.

7. A Moreninha

8.
Senhora: Aurélia Camargo é uma moça pobre e órfã de pai, noiva de Fernando Seixas que a troca por outra moça por causa de dinheiro. Com a morte do avó, torna-se rica e poderosa, passa a ser cortejada por todos os rapazes da corte. Como vingança, manda oferecer um dote expressivo para Fernando Seixas, sem que soubesse o nome da noiva. No dia do casamento, ele fica surpreendido, mas ela passa a humilhá-lo. Ele para recuperar a honra, trabalha até conseguir obter o valor pago por Aurélia a ele. Pretende ir embora, mas Aurélia revela seu amor. Os dois estão igualado no amor e na honra, podem desfrutar o casamento, que ainda não havia se consumado.

Lucíola: Maria da Glória, moça pura, ingênua. Com a doença dos pais, vai pedir ajuda na rua, é seduzida por um homem adulto. Os pais curados, descobrem como conseguiu ajuda, é expulsa de casa. Torna-´se a grande cortesã do Rio de Janeiro. Torna-se rica. Encontra o grande amor da vida dela, Paulo. Deixa a vida de cortesã e vai morar com Paulo em Santa Teresa. Engravida, mas aborta o filho, tendo como consequência a própria morte.

9. Tematiza de forma metafórica a liberdade dos negros.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O NOVIÇO – Martins Pena

Respostas:

a. Ambrósio obriga a filha e o sobrinho de Florência a se tornarem freira e noviço respectivamente, pois objetivava ficar com a fortuna da esposa.

b. Ambrósio.

c. O fato de Carlos ter descoberto que Ambrósio era adúltero.

d.
Emília: menor de idade, filha de Florência, ingênua, obediente, ama Carlos.
Carlos: menor de idade, sobrinho de Florência, dependente da tia, ama Emília.
Florência: viúva, rica, casada com Ambrósio.
Ambrósio: adúltero, escroque, oportunista e hipócrita.

e. O Noviço é uma comédia que gira em torno de Ambrósio, um escroque que, de olho no patrimônio da rica esposa, tenta obrigar a filha e o sobrinho dela a se tornarem freira e noviço, respectivamente. Assim, o vilão ficaria com toda a fortuna de Florênca.

f. Ele figia ser um bom marido e bondoso padastro. Objetivava com essa atitude a riqueza de Florência.

g. O fato do texto apresentar atos, rubrica e nome do personagem com a fala ao lado.

h) A obra ridiculariza a hipocrisia profissional e religiosa, a corrupção e o oportunismo na vida social brasileira.

i) O clímax ocorre quando há a prisão de Ambrósio e o acerto emocional entre Emília e Carlos. O fechamento acontece com o casamento entre Emília e Carlos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O CORTIÇO - Aluísio Azevedo

Enredo

O Cortiço conta principalmente duas histórias: a de João Romão e Miranda, dois comerciantes, o primeiro, o avarento dono do cortiço, que vive com uma escrava a qual ele promete liberdade. Com o tempo, sua inveja a Miranda, menos rico e mais fino, com um casamento de fachada, leva-o a querer se casar com filha dele(e tornar-se Barão no futuro, tal qual Miranda se torna no meio da história). Isto faz com que ele se refine e mais tarde tente devolver Bertoleza, a escrava, a seu antigo dono (ela se mata antes de perder a liberdade). A outra história é a de Jerônimo e Rita Baiana, o primeiro, um trabalhador português que é seduzido pela Baiana e vai se abrasileirando. Acaba por abandonar a mulher, pára de pagar a escola da filha e matar o ex-amante de Rita Baiana. No pano de fundo existem várias histórias secundárias, notavelmente as de Pombinha, Leocádia e Machona, assim como a do próprio cortiço, que parece adquirir vida própria como personagem. Vejamos.

A área suburbana do Rio de Janeiro do século XIX é o cenário da história de um esperto e pão-duro comerciante português chamado João Romão. Comprando um pequeno estabelecimento comercial, este consegue se aliar a uma negra escrava fugida de nome Bertoleza, proprietária de uma pequena quitanda. Para agradá-la, falsifica uma carta de alforria que asseguraria à negra a tão desejada liberdade. O pequeno estabelecimento, mantido pela esperteza de João Romão e o trabalho árduo de Bertoleza, começa a crescer. Aos poucos o português começa a construir e alugar pequenas casas, o que leva a edificação de um grande cortiço: a "Estalagem São Romão." Logo se ergueriam novas pendências, como a pedreira (que servia emprego aos moradores) e o armazém (onde os mesmos compravam seus artigos de necessidade). O crescimento só não agrada ao Senhor Miranda, dono de um sobrado vizinho.

Nas casas do cortiço, figuras das mais variadas caracterizações podem ser vistas e apreciadas: entre eles o negro Alexandre, a lavadeira Machona, a moça Pombinha, Jerônimo e Piedade (casal de portugueses), e a sensual Rita Baiana, que desfilava toda a sua sensualidade dançando nas festas. Num desses encontros feitos de música e gritos, Jerônimo se encanta com a dança de Rita Baiana, o que provoca ciúmes em Firmo, amante da moça. Há uma violenta briga, e Firmo fere o jovem português com uma navalha, fugindo logo depois. Jerônimo vai parar num hospital.
Forma-se um novo cortiço perto dali, recebendo o apelido de "Cabeça-de-gato" pelos moradores do cortiço de João Romão. Estes, por sua vez, os apelidam de "Carapicus", o que já indica a competição e a rincha entre eles. Enquanto isso, Jerônimo volta do hospital e, numa emboscada, mata Firmo, agora morador do cortiço rival. Enquanto o jovem português larga a mulher para viver com Rita Baiana, o pessoal do "Cabeça-de-gato" entra em guerra com os moradores do cortiço de João Romão para vingar a morte de Firmo. Um incêndio misterioso acaba com o conflito e destrói grande parte do cortiço do velho comerciante português.

João Romão reconstrói sua estalagem, que fica ainda mais próspera, e se alia a Miranda, com a intenção de freqüentar rodas mais finas e elegantes e se casar com um moça de boa educação. O verdadeiro intento do esperto comerciante é a mão de Zulmira, filha do novo amigo. Concretizando seu sonho, só resta agora se livrar do incômodo de sua companheira Bertoleza. Isso se dá através de uma carta enviada aos proprietários da negra fugida, revelando seu esconderijo. Estes não demoram a aparecer no cortiço com o intuito de levá-la de volta. Bertoleza, percebendo a traição, suicida-se com a mesma faca de limpar peixes que usou a vida inteira para preparar as refeições de João Romão e os clientes do seu armazém.

Personagens

As personagens em O Cortiço não podem ser tratadas como entidades independentes, podendo ser vistas preferencialmente como partes de uma rede intrincada de influências e interações. Alguns podem ser separados em grupos de forma mais clara em grupos de relacionamento, esquema no qual serão apresentados a seguir.

O cortiço e o sobrado: personagem principal; sofre processo de zoomorfização; é o núcleo gerador de tudo e foi feito à imagem de seu proprietário, cresce, se desenvolve e se transforma com João Romão. Apesar de seu crescimento, desenvolvimento e transformação acompanharem os mesmos estágios na pessoas de João Romão, é, na verdade, o estabelecimento que muda o dono, não o contrário. Vê-se na evolução do cortiço um processo que não se pode evitar ou reverter, determinado desde o início da história, tendo João Romão apenas feito o que estava em seu instinto de homem desprovido de livre-arbítrio fazer. O sobrado representa para o cortiço o mesmo que Miranda representa para Romão, criando-se entre eles a mesma tensão que existe entre os dois homens.

João Romão, Miranda, Bertoleza e secundariamente, Zulmira, Botelho e D.Estela: de acordo com o crítico literário Rui Mourão, os elementos conflitantes na obra "não se isolam em planos equidistantes. Ao contrário, o que existe [...] é um estado de permanente tensão e mútua agressão". Afirma, em outra ocasião, que dessas lutas ninguém sairá vencedor ou vencido. Miranda e João Romão, apesar de aparentarem ser diferentes frente à sociedade, são essencialmente influenciados pelos mesmos elementos, tendo que ter, portanto, o mesmo destino. Seus rumos se tornam entrelaçados similarmente aos laços existentes entre sobrado e cortiço: vizinhos, porém distantes; diferentes, porém iguais sob olhar mais minucioso. Romão e Miranda são complementares. Bertoleza e D.Estela são, sob todas as óticas, o oposto uma da outra: a negra escrava, pobre e fiel, e a mulher branca, nobre e adúltera. Não há relação de complementação nesse caso, apenas uma forma de acentuação do abismo de inveja que une João e Miranda. Enquanto um deseja a independência, a prosperidade e a fidelidade conjugal do outro, o outro almeja os contatos, a nobreza e a capacidade de esbanjamento do um. Zulmira e Botelho têm aqui papéis de meros instrumentos do autor para dar andamento à história.

Jerônimo, Rita, Firmo e Piedade: nas relações entre essas personagens é demonstrado mais claramente o princípio naturalista que rege a obra de Azevedo. Suas interações são baseadas puramente no instinto, no desejo sexual, no ciúme, na ira. Jerônimo e Firmo, são, como Romão e Miranda, complementos um do outro. Um era "a força tranqüila,o pulso de chumbo, em constante tensão com a força nervosa (...) o arrebatamento que tudo desbarata no sobressalto do primeiro instante". Mas, nas palavras de Azevedo, ambos corajosos. O autor deixa claro que nenhum deles pode fugir ao que lhes está destinado. Jerônimo, desde o dia em que viu Rita dançar pela primeira vez, estava fadado à perdição, arrastando Firmo e Piedade para o caminho do ciúme e da destruição a morte, no caso de Firmo, e a miséria e a quase-loucura, no caso de Piedade. A metamorfose de Jerônimo se dá como tentativa de se tornar Firmo antes de tirar o que lhe pertence não só Rita, mas tudo o que ela implicava: a beleza, os encantos da terra, a vida feliz do malandro sem preocupações. Cada um reage mais oumenos de acordo como suas características pessoais, notoriamente a raça (a submissão da portuguesa e a belicosidade do mulato capoeira), mas se faz presente em todos a conformação, a inércia. Com a morte de Firmo, Jerônimo assimila o papel de seu rival, mantendo um fantasma do que era no passado, que a bebida e a Rita contribuem para esmaecer. Os elementos naturais e as circunstâncias estão sempre a sufocar qualquer manifestação psicológica independente, carregando os personagens numa correnteza inevitável e irreversível.

Pombinha, Leónie e Senhorinha: desde o momento em que é apresentada, a prostituta Leónie, madrinha de uma das filhas de Augusta, representa a independência financeira que aqueles que têm vida honesta não conseguem alcançar. Vende seu corpo, mas o que faz não é crime aos olhos dos moradores do cortiço, que não tem as cínicas restrições sexuais da burguesia brasileira. Pombinha, filha de D.Isabel, era uma garota de 18 anos que ainda não havia se tornado mulher. Após anos esperando o momento de se casar, irá se separar do marido após pouco tempo para seguir num relacionamento homossexual com Leónie, que havia lhe iniciado no prazer sexual. Ao atiçar a sexualidade de Pombinha, fazendo com que ela atinja a puberdade, Leónie põe em funcionamento uma dinâmica de acontecimentos que passam a independer da vontade dos personagens. Pombinha possuía um desenvolvimento intelectual maior que a maioria dos personagens do cortiço, talvez por não se ter visto envolvida tão cedo nas tramas de sexo e ciúme que os consumiam. Ao ter que começar uma vida como mulher casada, nãoconseguiu se adaptar à falta de liberdade e foi viver com Leónie, aprendendo seu ofício. Ironicamente, a comercialização do sexo protagonizada por Leónie e Pombinha se contrapõe à vulgarização do sexo pelos moradores do Cortiço enquanto esses são escravos de seus impulsos, Leónie e Pombinha se tornam mais senhoras de si através do desejo alheio. Nesse quadro, Senhorinha, a filha de Jerônimo se insere para provar que ninguém foge ao meio: tendo sido criada num cortiço, substituindo Pombinha para seus moradores, com os pais separados e vendo homens tirar proveito da mãe de forma constante, termina tendo o mesmo destino de Pombinha, apesar da educação que teve.

Fonte: Passeiweb (adaptada)
ROTEIRO DE LEITURA DA OBRA: O CORTIÇO – de Aluísio de Azevedo.

FAÇA UMA REFLEXÃO SOBRE AS PERGUNTAS ABAIXO:

1. Por que se pode afirmar que O Cortiço é a personagem principal da obra?
2. Desenvolva a seguinte afirmação: O tema mais importante no romance é o imigrante português, representado principalmente por personagens situadas em três diferentes posições socioeconômicas: João Romão, Miranda e Jerônimo.
3. De acordo com a visão naturalista, por que Jerônimo, um português, não teria vencido na vida como os demais de sua raça?
4. No decorrer da narrativa, algumas personagens, como João Romão, Piedade, Jerônimo e Pombinha, sofrem um processo de transformação social e moral. Demonstre a transformação ocorrida e a condição final de cada um deles.
5. Comente as causas, segundo a visão naturalista, de Pombinha ter se tornado prostitua e de Jerônimo haver se abrasileirado.
6. Por que é possível afirmar que o sucesso de João Romão pode ser visto sob o enfoque da lei da seleção natural?
7. Por que O cortiço e os demais romances naturalistas são considerados “romances de tese”?
8. Discuta a seguinte afirmação: “O português negociante de fazendas por atacado foi vencido pelo português negociante de secos e molhados” (Dirce C. Riedel).
9. Pode-se perceber, na leitura da obra, que a visão do narrador naturalista é muito semelhante ao do cineasta:
a) de que maneira o narrador os descreveu? De um ponto de vista físico, social ou psicológico?
b) Os habitantes do cortiço são todos da mesma raça ou do mesmo tipo? O que esse fato significa?
10. Pode-se perceber que o narrador se esmera na descrição de Rita Baiana. Haverá alguma intencionalidade nisso? Qual?

sábado, 11 de setembro de 2010

CONCORDÂNCIA VERBAL - EXERCÍCIO

Faça a concordância correta rasurando o verbo incorreto:

01 – [Deu / Deram] cinco horas no relógio da sala há pouco.
02 – [Faz / Fazem] vinte minutos que estamos a sua espera.
03 – [Havia / Haviam] poucas vagas para o curso.
04 – [Está / Estão] batendo neste instante cinco horas.
05 - Quando [bater / baterem] seis horas, podem sair.
06 – [Falta / Faltam] poucos minutos para bater o sinal de saída.
07 – [Basta / Bastam] duas pessoas para arrombar esta porta.
08 – [Sobrou / Sobraram] apenas duas balas no meu bolso.
09 - Conhecido o resultado da votação, [choveu / choveram] vaias.
10 – [Deu / Deram] uma hora há pouco.
11 – Agora, que já [está / estão] dando seis horas, podem sair.
12 – [Falta / Faltam] um minuto e cinqüenta segundos.
13 – [Falta / Faltam] três minutos para as dez horas.
14 – [Deve / Devem] faltar poucos minutos para as nove.
15 - Não [havia / haviam] vizinhos naquele deserto.
16 – [Havia / Haviam] já dois anos que não nos víamos.
17 - Conhecera-o assim, [fazia / faziam] quase vinte anos.
18 – [Deverá haver / Deverão haver] cinco anos que ocorreu o incêndio.
19 - Aqui [faz / fazem] verões terríveis.
20 – [Vai fazer/ Vão fazer] cem anos que nasceu o genial artista.
21 – [Começou a haver / Começaram a haver] abusos.
22 - Não [podem / pode] haver rasuras neste documento.
23 – [Haviam / Havia] muitos anos que não vinha ao Rio.
24 - Nisto [deram / deu] três horas no relógio do boteco.
25 – [Havia / Haviam] anos que ele partira.
26 – [Bateram / Bateu] quatro horas em três torres há um tempo só.
27 – [Davam / Dava] nove horas na igreja da cidade.
28 - Na igreja, ao lado, [bateram / bateu] devagar dez horas.
29 - Talvez ainda [haja / hajam] vagas naquela escola.
30 - Por cima do fogão [deviam / devia] haver fósforos.
31 – [Fazem / Faz] hoje precisamente sete anos.
32 - Não pode [haverem / haver] boas leis se não [houverem / houver] bons legisladores.
33 – [Vai / Vão] haver grandes festas.
34 - Nas fazendas [haveriam / haveria] alimentos frescos e baratos.
35 - Males inevitáveis [iam / ia] chover sobre mim.
36 - O jogo de ontem foi ótimo: não [faltaram / faltou] vaias.
37 – [Bastam / Basta] duas crianças para uma casa virar do avesso.
38 – [Haverá / Haverão] desistências.
39 – [Faz / Fazem] três anos que estou morando neste bairro.
40 – [Falta / Faltam], agora, apenas os exercícios.
41 - Não lhe [falta / faltam] qualidades para você ser um vitorioso.
42 – [Confiam-se / Confia-se] em pessoas honestas.
43 – [Promove-se / Promovem-se] festas beneficentes no meu clube.
44 - O carrilhão [bateu / bateram] oito horas.
45 – [Faz / Fazem] mil anos que aquela estrela está ali.
46 – [Vai / Vão] haver desistências.
47 - Nessa época [haviam / havia] ali muitas rivalidades.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Capitães da Areia, de Jorge Amado

Análise da obra
A obra Capitães da Areia foi escrita na primeira fase da carreira de Jorge Amado, e nota-se grandes preocupações sociais. As autoridades e o clero são sempre retratados como opressores (Padre José Pedro é uma exceção mas nem tanto; antes de ser um bom padre foi um operário), cruéis e responsáveis pelos males. Os Capitães da Areia são tachados como heróis no estilo Robin Hood. No geral, as preocupações sociais dominam, mas os problemas existenciais dos garotos os transforma em personagens únicos e corajosos, corajosos Capitães da Areia de Salvador.

A grande admiração de Jorge Amado pelos vagabundos ensejou o romance Capitães da Areia. A narrativa se desenrola no Trapiche (hoje Solar do Unhão e o Museu de Arte Moderna); no Terreiro de Jesus (na época era lugar de destaque comercial de Salvador); onde os meninos circulavam na esperança de conseguirem dinheiro e comida devido ao trânsito de pessoas que trabalhavam lá e passavam por lá; no Corredor da Vitória área nobre de Salvador, local visado pelo pelo grupo porque lá habitavam as pessoas da alta sociedade baiana, como o comendador mencionado no início da narrativa.

Tempo - A obra apresenta tempo cronológico demarcado pelos dias, meses, anos e horas conforme exemplificam os fragmentos: "É aqui também que mora o chefe dos Capitães da Areia, Pedro Bala. Desde cedo foi chamado assim, desde seus 5 anos. Hoje tem 15 anos. Há dez anos que vagabundeia nas ruas da Bahia."

O tempo psicológico correspondente às lembranças e recordações constantes na narrativa.

A fala de Zé Fuinha (...) "Quando terminaram, o preto bateu as mãos uma na outra, falou:

- Teu irmão disse que a mãe de você morreu de bexiga...

- Papai também...- Lá também morreu um...

- Teu pai?

- Não. Foi Almiro um do grupo."

Foco Narrativo

A obra Capitães da Areia é narrada na terceira pessoa, sendo o autor, Jorge Amado, o narrador apenas o expectador. Ele se comporta, durante todo o desenvolvimento do tema, de maneira indiferente, criando e narrando os acontecimentos sem se envolver diretamente com eles.

O livro é dividido em três partes. Antes delas, no entanto, via uma seqüência de pseudo-reportagens, explica-se que os Capitães da Areia é um grupo de menores abandonados e marginalizados, que aterrorizam Salvador. Os únicos que se relacionam com eles são Padre José Pedro e uma mãe-de-santo. O Reformatório é um antro de crueldades, e a polícia os caçam como os adultos antes do tempo que são.

Personagens

Pedro Bala: Era um jovem loiro de 15 anos, que tinha um corte no rosto. Era o chefe dos Capitães da Areia, ágil, esperto, respeitador e sabia respeitar a todos. Saiu do grupo para comandar e organizar os Índios Maloqueiros em Aracaju, desejando com líder do grupo Barandão. Depois disso ficou muito conhecido por organizar várias greves, como perigoso inimigo da ordem estabelecida.
]
Professor: Era um garoto magro, inteligente, calmo e o único que sabia ler no grupo. O professor era quem planejava os roubos dos Capitães da Areia. Depois de muito tempo aceitou um convite e foi pintar no Rio de Janeiro.

Gato: Era o mais bonito e mais elegante da turma.Candidato a malandro do bando, tinha em caso com Dalva mulher das noites, que lhe dava dinheiro, por isso, muitas vezes, não dormia no trapiche. Só aparecia ao amanhecer, quando saía com os outros, para as aventuras do dia.Participava dos planos mais arriscados e era muito malandro e esperto. Tempos depois foi embora para Ilheús tentar a sorte.

Volta-Seca: Imitador de pássaros e afilhado de Lampião, era mulato sertanejo de alpargatas.

Sem Pernas: Era um garoto pequeno para sua idade, coxo de uma perna, agressivo, individualista. Era quem penetrava nas casas de família fingindo ser um pobre órgão com o objetivo de descobrir os lugares da casa, onde ficavam os objetos de valor depois fugia e os Capitães da Areia assaltavam a casa. Seu destino foi suicidar-se atirando-se do parapeito do elevador Lacerda, pelo ódio que nutria pela polícia baiana.

João Grande: Negro, mais alto e mais forte do bando. Cabelo crespo e baixo, músculos rígidos. Após a morte de seu pai, João Grande não voltou mais ao morro onde morava, pois estava atraído pela cidade da Bahia. Cidade essa que era negra, religiosa, quase tão misteriosa como o verde mar. Com nove anos entrou no Capitães da Areia. Época em que o Caboclo ainda era o chefe. Cedo, se fez um dos chefes do grupo e nunca deixou de ser convidado para as reuniões que os maiorais faziam para organizar os furtos. Ele não era chamado para as reuniões porque ele era inteligente e sabia planejar os furtos, mas porque ele era temido, devido a sua força muscular. Se fosse para pensar, até lhe doía a cabeça e os olhos ardiam. Os olhos ardiam também quando viam alguém machucando menores. Então seus músculos ficavam duros e ele estava disposto a qualquer briga. Ele era uma pessoa boa e forte, por isso, quando chegavam pequeninos cheios de receio para o grupo, ele era escolhido o protetor deles. O chefe dos Capitães da Areia era amigo de João Grande não por sua força, mas porque Pedro o achava muito bom, até melhor que eles. João Grande aprendeu capoeira com o Querido-de-Deus junto com Pedro Bala e Gato. João Grande tinha um grande pé, fumava e bebia cachaça. Não sabia ler. Era chamado de Grande pelo professor, admirava o professor. O professor achava João Grande um negro macho de verdade.

Pirulito: Era magro e muito alto, um cara seca, meio amarelado, olhos fundos, boca rasgada e pouco risonha. Era o único do grupo que tinha vocação religiosa apesar de pertencer ao Capitães da Areia. Quando parou de roubar, para sobreviver vendia jornais, seu destino foi ajudar o padre José Pedro numa paróquia distante.

Boa Vida: Era mulato troncudo e feio, o mais malandro do grupo. Muito preguiçoso, era o único que não participava das atividades de roubo do grupo. Às vezes, roubava um relógio ou uma jóia qualquer, passando-a logo para o Bala, como forma de apoio ao grupo. Era um boa-vida, gostava de violão e de ficar fazendo nada, contemplando o mar e os barcos. Seu destino foi virar um verdadeiro malandro, que vivia a correr pelos morros compondo sambas.

Dora: Tinha treze para quatorze anos, era a única mulher do grupo e se adaptou bem a ele. Era uma menina muito simples, dócil, bonita, simpática e meiga. Conquistou facilmente o grupo com seus cabelos lisos. Seus pais haviam morrido de alastrine e ela ficou sozinha no mundo com seu irmão pequeno. Tentou arrumar emprego, mais ninguém queria empregar filha de bexiguento. Aí ela encontrou João Grande e professor que a chamaram para morar no Trapiche, e logo ela já era considerada por todos como uma mãe, irmã e para Bala uma noiva. Ela participava dos roubos com os outros meninos. Morreu queimando de febre.

João-de-Adão: Estivador, negro fortíssimo e antigo grevista, era igualmente temido e amado em toda a estiva. Através dele, Pedro Bala soube de seu pai. Ele tinha conhecido o loiro Raimundo, estivador que tinha morrido, baleado na greve, lutando em prol dos estivadores. Segundo ele, a mãe de Pedro falecera quando ele tinha seis meses; era uma mulher e tanto.

Don'aninha: Mãe de santo, sempre os socorria em caso de doença ou necessidade.

Padre José Pedro: Introduzido no grupo pelo Boa-Vida, conhecia o esconderijo dos capitães.

Querido-de-Deus: Pescador, juntamente com João- de- Adão tinham a confiança dos meninos, que, por sua vez, não mediam esforços para recompensar esse apoio.

Enredo

Tendo como cenário as ruas e as areias das praias de Salvador, Capitães da Areia trata da vida de crianças sem família que viviam em um velho armazém abandonado no cais do porto. Os motivos que as uniram eram os mais variados: ficaram órfãs, foram abandonadas, ou fugiram dos abusos e maus tratos recebidos em casa.

Aproximadamente quarenta meninos de todas as cores, entre nove e dezesseis anos, dormiam nas ruínas do velho trapiche. Tinham como líder Pedro Bala, rapaz de quinze anos, loiro, com uma cicatriz no rosto. Generoso e valente, há dez anos vagabundeava pelas ruas de Salvador, conhecendo cada palmo da cidade.

Durante o dia, maltrapilhos, sujos e esfomeados, mostravam-se para a sociedade, perambulando pelas ruas, fumando pontas de cigarro, mendigando comida ou praticando pequenos furtos para poder comer. Esse contato precoce com a dura realidade da vida adulta fazia com que se tornassem agressivos e desbocados.

Além desses pequenos expedientes, os Capitães da Areia praticavam roubos maiores, o que os tornou conhecidos, temidos e procurados pela polícia, que estava em busca do esconderijo e do chefe dos capitães. Esses meninos se pegos, seriam enviados para o Reformatório de Menores, visto pela sociedade como um estabelecimento modelar para a criança em processo de regeneração, com trabalho, comida ótima e direito a lazer. No entanto, esta não era a opinião dos menores infratores. Sabendo que lá estariam sujeitos a todos os tipos de castigo, preferiam as agruras das ruas e da areia à essa falsa instituição.

Um dia, Salvador foi assolada pela epidemia de varíola. Como os pobres não tinham acesso à vacina, muitos morriam, isolados no lazareto. Almiro, o primeiro capitão a ser infectado, ali morreu. Já Boa-Vida teve outra sorte; saiu de lá, andando. Dora e o irmão, Zequinha, perderam os pais durante a epidemia. Ao saber que eram filhos de bexiguentos, o povo fechava-lhes a porta na cara. Não tendo onde ficar, os dois acabaram no trapiche, levados por João Grande e o Professor.

A confusão, causada pela presença de Dora no armazém, foi contornada por Pedro. Os meninos aceitaram-na no grupo e, depois de algum tempo, vestida como um deles, participava de todas as atividades e roubos do bando. Pedro Bala considerava Dora mais que uma irmã; era sua noiva. Ele que não sabia o que era amor, viu-se apaixonado; o que sentia era diferente dos encontros amorosos com as negrinhas ou prostitutas no areal.

Quando roubavam um palacete de um ricaço na ladeira de São Bento, foram presos. Parte do grupo conseguiu fugir da delegacia, graças à intervenção de Bala que acabou sendo levado para o Reformatório. Ali sofreu muito, mas conseguiu fugir. Em liberdade, preparou-se para libertar Dora. Um mês no Reformatório feminino foi o suficiente para acabar com a alegria e saúde da menina que, ardendo em febre, se encontrava na enfermaria.

Após renderem a irmã, Pedro, Professor e Volta-Seca fugiram, levando Dora consigo. Infelizmente, não resistindo, ela morreu na manhã seguinte. Don'aninha embrulhou-a em uma toalha de renda branca e Querido-de-Deus levou-a em seu saveiro, jogando-a em alto mar. Pedro Bala, inconsolável e muito triste, chorou com todos a ausência de Dora. Alguns anos se passaram e o destino de cada um do grupo foi tomando rumo. Graças ao apoio de um poeta, o Professor foi para o Rio, e já estava expondo seus quadros. Pirulito, que já não roubava mais, entrara para uma ordem religiosa. Sem-Pernas morreu, quando fugia da polícia. Volta-Seca estava fazendo o que sempre tinha sonhado; aliou-se ao bando de seu padrinho, Lampião, tornando-se um terrível matador de polícia. Gato, perfeito gigolô e vigarista, estava em Ilhéus, trapaceando coronéis. Boa-Vida, tocador de violão e armador de bagunças, pouco aparecia no trapiche. João Grande embarcou como marinheiro, num navio de carga do Lloyd.

Após o auxílio na greve dos condutores de bonde, o bando Capitães da Areia de Pedro Bala, tornou-se uma "brigada de choque", intervindo em comício, greves e em lutas de classes. Assim como Pirulito, Bala havia encontrado sua vocação. Passando a chefia do bando para Barandão, seguiu para Aracaju, onde iria organizar outra brigada. Anos depois, Pedro Bala, conhecido organizador de greves e perigoso inimigo da ordem estabelecida, é perseguido pela polícia de cinco estados.

Os Capitães da Areia são heróicos, "Robin Hood"s que tiram dos ricos e guardam para si (os pobres). O Comunismo é mostrado como algo bom. No geral, as preocupações sociais dominam, mas os problemas existenciais dos garotos os transforma em personagens únicos e corajosos.


Fonte: Passeiweb

EXERCÍCIO

1. Pela leitura do texto, pode-se concluir que o romance pretende denunciar que tipo de problema?
A) um problema econômico. (desvalorização do dinheiro);
B) um problema de identidade (sem pai e sem mãe);
C) um problema de social (vagabundo, preguiçoso);
D) um problema educacional (falta de instrução);
E) um problema social (a questão do menor abandonado).
2. Que características de Pedro Bala fizeram dele o líder do grupo?
· A) era ativo, planejador, sabia tratar os outros e trazia na voz e nos olhos autoridades de chefe;
· B) planejador, loiro, rude, grosseiro;
· C) cicatriz no rosto, loiro, mais novo, rude, grosseiro;
· D) autoritário, rude, ativo, olhos de autoridade de chefe;
· E) era alto magro, ativo, planejador, indolente.

3. Pedro Bala, 15 anos, chefe dos Capitães da Areia, vagabundeia desde os cinco anos pelas ruas de Salvador. A liderança no grupo foi conquistada com bravura. Comente-a.

4. No ponto das Pintangueiras, os Capitães da Areia aguardavam o senhor Joel. Feito o abordamento, o senhor Joel ficou na dúvida se contrataria ou não os serviços dos Capitães da Areia, por se tratar de adolescentes. Comente a causa da contratação do serviço dos Capitães da Areia e a execução do mesmo.


5. Analise a linguagem dos personagens e trace um pequeno comentário entre a linguagem do narrador e a dos Capitães da Areia.

6. “- É trabalho primeiro pro Sem-Pernas...”. Sem-Pernas é um personagem de grande importância para os Capitães da Areia.

a) Qual a façanha executada pelo Sem-Pernas que o torna importante no grupo?

b) Qual o destino que o narrador lhe deu na história?

7. A família é a base da sociedade. Toda família tem na sua estrutura normas cultural, social e econômica. A família possui a obrigação de dar carinho, amor, respeito e educação aos filhos. Faça um comentário paralelo entre a estrutura social, cultural, familiar e econômica dos Capitães da Areia com o conceito de família mencionado acima.

8. O padre José Pedro, representante da igreja, tem uma grande preocupação com os Capitães da Areia, por isso procura se envolver cada vez mais com os meninos para tentar ajudá-los. No entanto, os seus superiore não percebem a grande importância desse trabalho social: “... os seus superiores, aqueles que tinham inteligência para compreender os desejos de Deus, não estavam de acordo com os métodos que ele empregava junto aos Capitães da Areia...”. “Têm-nos chegado bastantes queixas, padre José Pedro. O arcebispado tem fechado os olhos na esperança de que o senhor reconhecesse seu erro e se emendasse...”

a) Cite os fatos que levaram o cônego a repreender e humilhar o padre José.

b) Compare a visão social do padre José com a visão social da igreja.


9. Dora e seu irmão Zé Fuinha, discriminados pela sociedade, são levados para o trapiche pelo professor e também pelo João Grande. A presença dela causa grande conflito entre os meninos dos Capitães da Areia, pois o grupo só era constituído de meninos. Após a solução desse conflito, Dora foi aceita pelo grupo.

a) O que Dora representou para os Capitães da Areia?

b) Qual a importância de Dora para Pedro-Bala?

10. Comente em poucas linhas, o futuro que o narrador apresenta para cada personagem abaixo:

a) Professor:
b) Pirulito:
c) Volta Seca:
d) João Grande:
e) Pedro Bala:
f) Barandão

quinta-feira, 20 de maio de 2010

GABARITO: CONEXÃO DO PRONOME RELATIVO

1ª QUESTÃO

a) O rapaz quem/ o qual esperávamos chegou atrasado.
b) A cor que/ a qual me agrada é azul.
c) A ajuda com que/ com a qual contávamos não chegou.
d) A quantia de que/ da qual precisamos é muito grande.
e) O problema a que/ ao qual me referi é o número três.
f) O bairro onde/ em que/ no qual moro é muito perigoso.
g) O engenheiro para quem/ para o qual trabalho fez um trabalho genial.
h) Os ideais por que / pelos quais lutei eram vazios.
i) A mulher sem quem/ sem a qual não posso viver me abandonou.
j) O juiz perante quem/ perante o qual compareci me absolveu.
k) O político contra quem: contra o qual lutei merece respeito.
l) O campo cujas linhas foram pintadas está careca.
m) O rapaz cuja honestidade foi questionada mostrou-se honrado.
n) O sapato cujo salto se soltou é de cromo.
o) O tio em cuja casa me hospedei sempre me protegeu.
p) A agulha com cuja ponta furei a bolha apareceu em boa hora.
q) A menina de cujos pais tenho saudades me trouxe lembranças de Minas.
r) A região a cujas plantações me referi fica no extremo sul do país.
s) O tribunal a cujas barras fui arrastado reconheceu-me inocente.
t) O professor contra cujas idéias me levantei reconheceu seus erros.
u) Está em ruínas a igreja diante de cujo altar jurei voto de castidade.
v) Já lhe posso emprestar o livro por meio de cujos ensinamentos resolvi todos os problemas.
w) Aquele templo debaixo de cujo telhado fiz minhas orações sempre me trouxe paz de espírito.
x) A mansão dentro de cujos muros passamos as férias está à venda.
y) Agora desprezo a mulher por causa de cujos beijos fiz loucuras.
z) A sua música de cujos acordes gostei caiu no gosto popular.


2ª QUESTÃO

a) que/ o qual
b) que/ o qual
c) que/ o qual
d) com que/ com a qual
e) de que/ da qual
f) a que/ ao qual
g) de que/ Da qual
h) onde/ em que/ na qual
i) cujos
j) com cujo
k) em cujo
l) cujos
m) cujo
n) de cujo
o) a cujas
p) na qual
q) cujo
r) cujas
s) que/ o qual
t) em cujos
u) cujos
v) cujo
w) o qual
x) que
y) onde/ em que/na qual
z) a quem/ à qual.

domingo, 2 de maio de 2010

PRONOMES RELATIVOS – CONEXÃO

1. Subordine a 2ª oração à 1ª, utilizando-se de pronome relativo como conectivo:

a) O rapaz chegou atrasado. Esperávamos o rapaz.
b) A cor é azul. A cor agrada-me.
c) A ajuda não chegou. Contávamos com a ajuda.
d) A quantia é muito grande. Precisamos da quantia.
e) O problema é o número três. Referi-me ao problema.
f) O bairro é muito perigoso. Moro no bairro.
g) O engenheiro fez um trabalho genial. Trabalho para o engenheiro.
h) Os ideais eram vazios. Lutei pelos ideais.
i) A mulher me abandonou. Não posso viver sem ela.
j) O juiz me absolveu. Compareci perante o juiz.
k) O político merece respeito. Lutei contra o político.
l) O campo está careca. As linhas do campo foram pintadas.
m) O rapaz mostrou-se honrado. A honestidade do rapaz foi questionada.
n) O sapato é de cromo. O salto do sapato se soltou.
o) O tio sempre me protegeu. Hospedei-me na casa dele.
p) A agulha apareceu em boa hora. Furei a bolha com a ponta da agulha.
q) A menina trouxe-me lembranças de Minas. Tenho saudades dos pais da menina.
r) A região fica no extremo sul do país. Referi-me às plantações da região.
s) O tribunal reconheceu-me inocente. Fui arrastado às barras do tribunal.
t) O professor reconheceu seus erros. Levantei-me contra as ideias dele.
u) Está em ruínas a igreja. Jurei voto de castidade diante do altar da igreja.
v) Já lhe posso emprestar o livro. Resolvi todos os problemas por meio dos ensinamentos do livro.
w) Aquele templo sempre me trouxe paz de espírito. Debaixo do telhado do templo fiz minhas orações.
x) A mansão está à venda. Passamos as férias dentro dos muros da mansão.
y) Agora desprezo a mulher. Fiz loucuras por causa dos beijos da mulher.
z) A sua música pode cair no gosto popular. Gostei dos acordes da sua música.

2. Preencha as lacunas com o pronome relativo adequado (preposicionado ou não):
a) Achei o livro ..........procuramos tanto.
b) Eis o homem .......... te procurou.
c) Aqui está o projeto .......... me pediste.
d) Esta é a proposta .......... concordo.
e) Este é o assunto .......... discordo.
f) O livro .......... aludi é de Manuel Bandeira.
g) A viagem .......... desisti me era impossível.
h) O município ......... moro tem problemas de difícil resolução.
i) A moça ..........olhos me enfeitiçaram me brindou com um sorriso promissor.
j) Os funcionários .......... opinião contávamos não se pronunciaram.
k) A religião ......... seio me criei me conforta nos momentos difíceis.
l) O seu cabelo, .......... fios estão opacos e quebradiços, precisa de um tratamento adequado.
m) O livro .......... título esqueci me faz falta.
n) O livro .......... título me esqueci me faz falta.
o) O jato .......... qualidades fez referência já está sendo exportado pela Embraer.
p) A camisa .......... faltam botões é a azul.
q) O goleiro .......... vôo evitou o gol vai chegar à seleção.
r) O nome .......... letras de forma formam o anagrama AMÉRICA é Iracema.
s) O sorriso .......... colhi em seus lábios foi enganoso.
t) As árvores .......... galhos se escondem vários animais têm mais de cem anos.
u) O cão .......... dentes me rasgaram as calças me causou grande medo.
v) O livro Mar Morto .......... autor é uma das glórias nacionais, focaliza a vida dos homens do cais.
w) O representante da turma .......... me visitou propôs uma festa de formatura. (O representante me visitou)
x) O representante da turma .......... me visitou propôs uma festa de formatura. (A turma me visitou)
y) Na região .......... habito faz muito frio no inverno.
z) A jovem mulher ........ respeito muito é a minha grande paixão.

3. Dê o valor sintático dos pronomes relativos das questões 1 e 2.

sábado, 1 de maio de 2010

OBRA: A DEMANDA DO SANTO GRAAL - RESUMO

A Demanda do Santo Graal corresponde, assim, à terceira parte da trilogia. A lenda, de remotas origens célticas, foi inicialmente cantada em verso, tendo Perceval como herói. A volta de 1220, em França, por influxo clerical, opera-se a prosificação da lenda, da autoria presuntiva de Gautier Map, e então Galaaz substitui Perceval.

A lenda, até então de cunho nitidamente pagão, cristianiza-se, passando seus principais símbolos (o Vaso, a Espada, o Escudo, etc.) a assumir valor místico. Com isso, em vez de aventuras marcadas por um realismo profano, tem-se a presença da ascese, traduzida no desprezo do corpo e no culto da vida espiritual, e exercida como processo de experimentação das forças físicas e morais de cada cavaleiro no sentido da Eucaristia, fim último anelado por todos. A Demanda do Santo Graal constitui-se, por isso, numa novela de cavalaria mística e simbólica. Os cavaleiros lutam por chegar à Comunhão sobrenatural, mas só um, Galaaz, a alcança. Homem "escolhido", dotado dum nome de ascendência bíblica (Galaad significa o "puro dos puros", o próprio Messias), simboliza um novo Cristo, ou um Cristo sempre vivo, em peregrinação mística pelo mundo. Próximos dele em grandeza física e moral, situam-seBoorz e Perceval, e mais distantes, embora com seu quinhão de glória, Lancelote, Tristão, Palamades, Erec, Galvão, Ivam, Estor, Morderet, Meraugis e outros.

Em síntese, A Demanda do Santo Graal contém o seguinte: em torno da "távola redonda", em Camelot, reino do Rei Artur, reúnem-se dezenas de cavaleiros. É véspera de Pentecostes. Chega uma donzela à Corte e procura porLancelote do Lago. Saem ambos e vão a uma igreja, onde Lancelote arma Galaaz cavaleiro e regressa com Boorz a Camelot. Um escudeiro anuncia o encontro de maravilhosa espada fincada numa pedra de mármore boiando n'água. Lancelote e os outros tentam arrancá-la debalde. Nisto Galaaz chega sem se fazer anunciar e ocupa a seeda perigosa (= cadeira perigosa) que estava reservada para o cavaleiro "escolhido": das 150 cadeiras, apenas faltava preencher uma, destinada a Tristão. Galaaz vai ao rio e arranca a espada do pedrão . A seguir, entregam-se ao torneio. Surge Tristão para ocupar o último assento vazio. Em meio ao repasto, os cavaleiros são alvoroçados e extasiados com a aérea aparição do Graal ( = cálice), cuja luminosidade sobrenatural os transfigura e alimenta, posto que dure só um breve momento. Galvão sugere que todos saiam à demanda (= à procura) do Santo Graal. No dia seguinte, após ouvirem missa, partem todos, cada qual por seu lado. Daí para a frente, a narração se entrelaça, se emaranha, a fim de acompanhar as desencontradas aventuras dos cavaleiros do Rei Artur, até que, ao cabo, por perecimento ou exaustão, ficam reduzidos a um peque . no número. E Galaaz, em Sarras , na plenitude do ofício religioso, tem o privilégio exclusivo de receber a presença do Santo Vaso, símbolo da Eucaristia, e, portanto, da consagração de uma vida inteira dedicada ao culto das virtudes morais, espirituais e físicas. A novela ainda continua por algumas páginas, com a narrativa do adulterino caso amoroso de Lancelote, pai de Galaaz, e de D. Ginebra, esposa do Rei Artur.

Tudo termina com a morte deste último. Tal excrescência contém o resumo de outra novela. A Morte do Rei Artur, ou La Mort le Roi Artur, novela francesa do século XIII. Justificaria sua presença como apêndice da Demanda o seguinte fato: na intricada selva da matéria cavaleiresca, havia-se formado uma trilogia, intitulada Lancelote em Prosa, que continha o Lancelote, a Demanda e A Morte do Rei Artur. Parece evidente que o tradutor português, ao executar sua tarefa, teve diante dos olhos a segunda e a terceira parte do tríptico, e resolveu resumir a última, certamente por considerá-la desnecessária à compreensão do núcleo episódico dramático da Demanda.

A Demanda corresponde precisamente à reacção da Igreja Católica contra o desvirtuamento da Cavalaria. Os cavaleiros-andantes feudais não raro acabaram por se transformar em indivíduos desocupados, quando não autênticos bandoleiros, vivendo ao sabor do acaso, amedrontando, pilhando, assaltando. A fim de trazê-los à civilização, reconvertendo-os aos bons costumes, o Concílio de Clermont , em 1095, decidiu a organização da primeira Cruzada e a correspondente formação duma cavalaria cristã. Inicia-se uma vasta pregação de ideais de altruísmo e respeito às instituições. A Demanda, cristianizando a lenda pagã do Santo Graal, colabora intimamente com o processo restaurador da Cavalaria andante: caracteriza-se por ser uma novela mística, em que se contém uma especial noção de herói antifeudal, qualificado por seu estoicismo inquebrantável e sua total ânsia da perfeição. Novela a serviço do movimento renovador do espírito cavaleiresco, em que o herói também está a serviço, não mais do senhor feudal mas de sua salvação sobrenatural, uma brisa de teologismo varre-a de ponta a ponta, o que não impede, porém, a existência de circunstanciais jactos líricos e eróticos, nem algumas notas de fantástico ou mágico, em que o real e o imaginário se cruzam de modo surpreendente. Cenas de grande tensão mística contracenam com outras dum realismo vivo e quente, em que a fortaleza de ânimo dos cavaleiros é posta à prova, como, por exemplo, o episódio no castelo do Rei Brutos, em que a filha deste, enegrecida de paixão, penetra de noite nos aposentos de Galaaz (capítulos 106-116).

Novela de alto vigor narrativo e de elevada intenção, acabou por ser o retrato definido da Idade Média mística, e o maior monumento literário que a época nos legou no campo da ficção, porquanto traduz um soberbo ideal de vida expresso de forma artisticamente superior, a ponto de alcançar um grau de perfeição estética não muito frequente na prosa do tempo.
A Demanda só foi publicada inteiramente (embora ainda com truncamentos quem sabe propositados, tendo em vista convicções morais do seu editor) em 1944, no Rio de Janeiro. O manuscrito que lhe serviu de base é o de n .I 2594, existente na Biblioteca Nacional de Viena da Áustria, e corresponde a uma das cópias da tradução e adaptação do original francês, levada a efeito no século XIII, certamente refundida em fins do XIV e princípios do XV.

Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa
REVISÃO

GABARITO: DEMANDA DO SANTO GRAAL


1. A obra se refere ao gênero épico, pois apresenta luta e grande heroísmo dos cavaleiros que enfrentavam quaisquer obstáculos, até mesmo a morte, para atingir o seu objetivo: encontrar o “Santo Graal”.

2. Paralelismo.
3. A Literatura tem como função o prazer, a comunicação, a sensibilização e a reflexão do ser humano diante do mundo.
4. Todos os cavaleiros temiam aquele lugar e chamavam de assento perigoso, segundo Merlim e todos os profetas, quem sentasse nele, teria morte súbita, ao não ser o cavaleiro escolhido que acabaria com as aventuras do reino de Logres, ou seja, finalizaria as aventuras do santo Graal.
Quem sentou no lugar perigoso foi Galaaz.
5. a) Galvão: sobrinho do rei, impedido de ir na demanda, desleal, traidor.
b) Lancelot: filho do rei Ban e da rainha Helena, raptado pela Dama do lago, não era religioso, apaixonado por Guinevere – encontrava-se às escondidas com ela, valioso guereiro do rei Arthur, domador hábil de cavalos, cobiçado pelas damas da corte, casou-se com a filha do rei Penilare, foi desleal com rei Arthur.
c) Galaaz: personagem lendário, alcançou o santo Graal, filho de Lancelot, puro, único que podia sentar no lugar perigoso, casto e bondoso.
d) Morgana: meia irmã do rei Arthur, feiticeira maligna, teve um filho com o rei Arthur, ambiciosa.
e) Persival: filho de nobres, ajuda Galaaz a encontrar o Graal.
f) Arthur: figura lendária, guerreiro, religioso, cristão, defende a Grã-Bretanha dos invasores saxões.
6. O filho de Lancelot era Galaaz.

7. No Trovadorismo, a visão de mundo era teocêntrica, pois havia a dominação da cultura religiosa.
8. A besta ladradora é uma figura mística, diabólica, perseguida por um cavaleiro – Palamades, ser com pés de veado, cauda de leão, corpo de leopardo e cabeça de serpente, foi morta perto de um lago pelo seu perseguidor.
9. A demanda do santo Graal são as aventuras do Rei Arthur e dos cavaleiros da Távola Redonda que tinham como função encontrar o Santo Graal, isto é, o vaso onde fora recolhido o sangue de Cristo na cruz e que estava escondido no castelo de Corbenic, na Britânia.
10. A grande obra épica do classicismo português: Os Lusíadas. O seu escritor foi Luiz Vaz de Camões.
11. A obra Os Lusíadas apresenta a seguinte estrutura: dez cantos e 1102 estrofes, todas em oitava-rima. a) Introdução: proposição (1, 2, 3 estrofes); invocação (4 e 5 estrofes); dedicatória ou oferecimento (6 a 18 estrofes). b) Narração: (da estrofe 19 do Canto I até a estrofe 144 do Canto X).
12. A poesia lírica do Trovadorismo é chamada de Cantiga de Amigo e Cantiga de Amor: na primeira, o eu lírico masculino lamenta o distanciamento e a falta de correspondência amorosa da mulher amada; na segunda, o eu lírico feminino lamenta a ausência e a falta de reciprocidade amorosa do namorado. Já o lirismo clássico, inicialmente, o amor é visto como ideia universal, como abstração pura e perfeita, acima de todas as experiências individuais, porém, em seguida, abandona o neoplantonismo e manifesta seu desejo físico pela mulher amada.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

GABARITO DA REVISÃO – SANTA MÔNICA 2ª SÉRIE – 1º bim PA1

1. Apresenta uma visão objetiva, universal, a linguagem formal, descrições minuciosas, narrativa lenta, análise psicológica do personagem e herói problemático.

2. O Realismo procura retratar de forma universal e objetiva a problemática psicológica do personagem burguês; já o Naturalismo enfoca a classe pobre e miserável, acentuando a patologia social.

3. Narrativa lenta, verossímil, diálogo com o leitor, pessimismo, ironia, adultério e análise psicológica do personagem.

4. Naturalismo, pois analisa a vida miserável e patológica dos moradores do cortiço.

5. A prosa romântica é subjetiva e idealizada, os personagem são apresentados de forma íntegra e heróica; já a realista é objetiva e racional, os personagens são caracterizados de maneira problemática, como uma pessoa comum.

6. A poesia parnasiana cultua a perfeição formal, é alienada sócio-politica, defende uma visão objetiva e universal. No entanto, a romântica tem liberdade formal, simples , individual e apresenta uma visão subjetiva , idealizada.

7. A arte poética em função de outras modalidades artísticas, como a pintura, arquitetura e escultura.

8. Buscavam sempre a perfeição formal.

sexta-feira, 5 de março de 2010

EXERCÍCIO ESTRUTURAL – REVISÃO – TESTE - 1º BIM - 2ª série 2010

TEXTO I

Canção do Boêmio

Que noite fria! Na deserta rua
tremem de medo os lampiões sombrios.
Densa garoa faz fumar a lua,
ladram de tédio vinte cães vadios.

Nini formosa! Por que assim fugiste?
Embalde o tempo à tua espera conto.
Não vês, não vês?... Meu coração é triste
como um calouro quando leva ponto.

A passos largos eu percorro a sala,
fumo um cigarro que filei na escola...
Tudo no quarto de Nini me fala,
embalde fumo... tudo aqui me amola.

Diz-me o relógio, cinicando a um canto:
— Onde está ela que não veio ainda? -
Diz-me a poltrona: por que tardas tanto?
Quero aquecer-te, rapariga linda.

- Castro Alves –


1) A Canção do boêmio, definida pelo próprio Castro Alves como “ Comédia de Costumes Acadêmicos”, fez parte do que se chamava, na faculdade de Direito de São Paulo, “Meia hora de Cinismo”. Uma pessoa cínica é aquela que se opõe radicalmente aos valores culturais vigentes.
Por que o “eu-poético” diz que o relógio está cinicando?

2) O motivo pelo qual o eu-poético está ansioso é, evidentemente, a ausência de Nini, uma namorada. O atraso da amada e sua posterior chegada provocam nele reações antitéticas. Cite esses dois momentos.

3) Sintaticamente esse sentimento do eu-lírico é chamado de predicativo. Retire da segunda estrofe um verso que tenha um exemplo de predicativo. Assinale-o.

4) Qual é a função sintática dos termos destacados no seguinte verso:
“Diz-me (I) o relógio (II), cinicando a um canto:”

5) “Não vês, não vês? ... Meu coração é triste
Como um calouro quando leva ponto.” (1,0)

a) Por que o coração do eu-lírico é triste como um calouro?

b) Como classificamos o sujeito dos verbos: VÊS, É. Identifique-os se possível:

TEXTO II

Lembrança de morrer

Quando em meu peito rebentar-se a fibra
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste pensamento.

Eu deixo a vida como deixo o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como desterro de minha alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade – é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
(...)
(Álvaro de Azevedo)

6) A função emotiva da linguagem, predominante no poema, revela uma característica do Romantismo. Qual?

7) Em que versos o poeta deixa claro que para ele a morte seria um alívio?

8) Que visão o eu lírico tem da existência humana?

9) O texto II faz referência a que geração romântica? Nomeie a geração e justifique.




10) Dê a predicação das formas verbais, retiradas do texto II: DERRAMEM; ADORMECE; DESFOLHEM; DESFAZ.

11) “Quando em meu peito rebentar-se a fibra”
“Onde fogo insensato a consumia:”
Há diferença sintática entre os termos destacados. Comente.

TEXTO III
“No meio das tabas de amenos verdores,
Cercadas de troncos – cobertos de flores,
Alteiam-se os tetos d’altiva nação;
São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,
Temíveis na guerra, que em densas coortes
Assombram das matas a imensa extensão.

São rudes, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!”
(Gonçalves Dias)

12) Retire da primeira estrofe do fragmento (Texto III) expressões que revelam idealização da natureza.

13) Como são caracterizados os Timbiras? Essa caracterização nos remete a que fato histórico?

14) A que geração romântica o fragmento (Texto III) se refere? Nomeie a geração e justifique.

15) Identifique, se possível, o sujeito e classifique-o das seguintes formas verbais, retiradas do texto III: ALTEIAM; ASSOMBRAM; VOA; SÃO (nas três ocorrências).

16) Dê a predicação ou transitividade dos verbos abaixo, retirados do texto III:
ALTEIAM; SÃO; ASSOMBRAM; INCITAM; ATENDEM.

17) “Já meigos atendem à voz do cantor:”
“São rudes, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,”

Comente a diferença morfossintática das palavras assinaladas acima:



GABARITO (EXERCÍCIO ESTRUTURAL – REVISÃO TESTE - 1º BIM

1. Ele acha que o relógio o engana, pois a sua amada não chega para acabar com sua ansiedade.
2. A falta de experiência na relação amorosa, deixa-o inquieto e ansioso, pois deseja desesperadamente ter a amada nos braços.
3. “Meu coração é triste”
4. ME – Objeto indireto; O RELÓGIO – Sujeito simples.
5. a) Porque não tem experiência na relação amorosa.
b) Vês: desinencial (tu); e: simples – meu coração
6. O subjetivismo
7. “Eu deixo a vida como deixo o tédio/ Do deserto, o poento caminheiro.”
8. Uma visão pessimista.
9. Ultrarromântica ou Byronismo ou Mal do século. Apresenta intenso sentimentalismo, subjetividade, o desejo de morrer e visão pessimista.
10. derramem: verbo transitivo direto e indireto; adormece: verbo intransitivo; desfolhem: verbo transitivo direto; desfez: verbo transitivo direto.
11. Sim, pois o termo “a fibra” é sujeito, e o pronome “a”, objeto direto.
12. “amenos verdores, cercadas de troncos, cobertos de flores”
13. altivos, guerreiros, destemidos, valentes e orgulhosos. Era medieval.
14. Indianismo, pois há a valorização da cultura indígena, como também a caracterização do índio como grande herói.
15. alteiam: os tetos – sujeito simples; assombram: sujeito desinencial (eles); voa: seu nome – sujeito simples; são (1º): seu filho – sujeito simples; são (2º): desinencial (eles); são (3º): todos – sujeito simples.
16. alteiam: verbo transitivo direto; são: verbo de ligação; assombram: verbo transitivo direto; incitam: verbo transitivo direto; atendem: verbo transitivo indireto.
17. meigos: adjetivo/predicativo sujeito; voz: substantivo/núcleo do objeto indireto; severos: adjetivo/ predicativo do sujeito; prélios: substantivo/ objeto direto; vitória: substantivo/ objeto direto.

terça-feira, 2 de março de 2010

Aula de pontuação - Camões - 01/03/10

EXERCÍCIOS

1 Separe, com vírgula, os termos intercalados nas frases a seguir.

1) O governo a todo instante tomava medidas contraditórias.
2) O assunto a meu ver requer longos estudos.
3) Todos os atletas à tarde foram descansar.
4) Muito nos esforçamos sem dúvidas mas pouco recebemos em troca.
5) Não desanime se até o fim do ano não for convocado para a seleção.
6) Vamos sair agora ou melhor esperemos o resto do pessoal.
7) O professor Roberto representante do colégio dirigiu-se à família do aluno.
8) Não espere portanto nenhuma ajuda da minha parte.
9) Vinte alunos foram advertidos isto é a metade da classe.
10) O inspetor com a voz embargada pela tristeza leu o nome dos eliminados.

2-Leia com atenção as frases e coloque convenientemente as vírgulas.

1) Saia daqui disse ele e não volte mais!
2) Eu você e Joana devemos ficar aqui.
3) Com sua voz rouca ele declamou o poema inteirinho inteirinho.
4) Dentro da casa a cena era triste: tudo tudo destruído.
5) Ao amanhecer fizemos as malas e partimos.
6) Amigo não se desespere!
7) Amélia a mulher de verdade já não existe mais.
8) No meio da sala o pai de Denise nos fitava calado sério.
9) Depois de alguns dias encontrei o pessoal na cidade.
10) Este homem além de corajoso deu mostras de bons sentimentos.

3- Algumas frases a seguir apresentam erros de pontuação (emprego errado ou ausência da vírgula); corrija-os

1) Amanhã cedo todos poderão sair.
2) Caros alunos foi um prazer, conhecê-los!
3) Ele não quis me ouvir, mais tarde porém se arrependerá.
4) Aqueles homens velhos cansados pareciam não ligar para a vida.
5) O mar, aquela hora, da tarde tingia-se de vermelho.
6) No pátio muitas crianças, estavam brincando.
7) Vou, falar com o diretor ou melhor vou, escrever-lhe uma carta.
8) Não venha aqui Joãozinho!


4- Nas frases a seguir, a vírgula foi incorretamente empregada em certas passagens. Localize os erros e corrija-os.

1) Tudo, fizemos para salvá-lo da ruína.
2) Os estudantes, durante a reunião, explicaram, os motivos do protesto.
3) O jornal, publicou diversas fotos do incêndio.
4) Ninguém, a não ser ele, pode evitar, a infelicidade da família.
5) O medo, do futuro, tem deixado as pessoas, angustiadas.
6) As vezes, eles saíam à noite e iam visitar uns amigos.