quinta-feira, 20 de maio de 2010

GABARITO: CONEXÃO DO PRONOME RELATIVO

1ª QUESTÃO

a) O rapaz quem/ o qual esperávamos chegou atrasado.
b) A cor que/ a qual me agrada é azul.
c) A ajuda com que/ com a qual contávamos não chegou.
d) A quantia de que/ da qual precisamos é muito grande.
e) O problema a que/ ao qual me referi é o número três.
f) O bairro onde/ em que/ no qual moro é muito perigoso.
g) O engenheiro para quem/ para o qual trabalho fez um trabalho genial.
h) Os ideais por que / pelos quais lutei eram vazios.
i) A mulher sem quem/ sem a qual não posso viver me abandonou.
j) O juiz perante quem/ perante o qual compareci me absolveu.
k) O político contra quem: contra o qual lutei merece respeito.
l) O campo cujas linhas foram pintadas está careca.
m) O rapaz cuja honestidade foi questionada mostrou-se honrado.
n) O sapato cujo salto se soltou é de cromo.
o) O tio em cuja casa me hospedei sempre me protegeu.
p) A agulha com cuja ponta furei a bolha apareceu em boa hora.
q) A menina de cujos pais tenho saudades me trouxe lembranças de Minas.
r) A região a cujas plantações me referi fica no extremo sul do país.
s) O tribunal a cujas barras fui arrastado reconheceu-me inocente.
t) O professor contra cujas idéias me levantei reconheceu seus erros.
u) Está em ruínas a igreja diante de cujo altar jurei voto de castidade.
v) Já lhe posso emprestar o livro por meio de cujos ensinamentos resolvi todos os problemas.
w) Aquele templo debaixo de cujo telhado fiz minhas orações sempre me trouxe paz de espírito.
x) A mansão dentro de cujos muros passamos as férias está à venda.
y) Agora desprezo a mulher por causa de cujos beijos fiz loucuras.
z) A sua música de cujos acordes gostei caiu no gosto popular.


2ª QUESTÃO

a) que/ o qual
b) que/ o qual
c) que/ o qual
d) com que/ com a qual
e) de que/ da qual
f) a que/ ao qual
g) de que/ Da qual
h) onde/ em que/ na qual
i) cujos
j) com cujo
k) em cujo
l) cujos
m) cujo
n) de cujo
o) a cujas
p) na qual
q) cujo
r) cujas
s) que/ o qual
t) em cujos
u) cujos
v) cujo
w) o qual
x) que
y) onde/ em que/na qual
z) a quem/ à qual.

domingo, 2 de maio de 2010

PRONOMES RELATIVOS – CONEXÃO

1. Subordine a 2ª oração à 1ª, utilizando-se de pronome relativo como conectivo:

a) O rapaz chegou atrasado. Esperávamos o rapaz.
b) A cor é azul. A cor agrada-me.
c) A ajuda não chegou. Contávamos com a ajuda.
d) A quantia é muito grande. Precisamos da quantia.
e) O problema é o número três. Referi-me ao problema.
f) O bairro é muito perigoso. Moro no bairro.
g) O engenheiro fez um trabalho genial. Trabalho para o engenheiro.
h) Os ideais eram vazios. Lutei pelos ideais.
i) A mulher me abandonou. Não posso viver sem ela.
j) O juiz me absolveu. Compareci perante o juiz.
k) O político merece respeito. Lutei contra o político.
l) O campo está careca. As linhas do campo foram pintadas.
m) O rapaz mostrou-se honrado. A honestidade do rapaz foi questionada.
n) O sapato é de cromo. O salto do sapato se soltou.
o) O tio sempre me protegeu. Hospedei-me na casa dele.
p) A agulha apareceu em boa hora. Furei a bolha com a ponta da agulha.
q) A menina trouxe-me lembranças de Minas. Tenho saudades dos pais da menina.
r) A região fica no extremo sul do país. Referi-me às plantações da região.
s) O tribunal reconheceu-me inocente. Fui arrastado às barras do tribunal.
t) O professor reconheceu seus erros. Levantei-me contra as ideias dele.
u) Está em ruínas a igreja. Jurei voto de castidade diante do altar da igreja.
v) Já lhe posso emprestar o livro. Resolvi todos os problemas por meio dos ensinamentos do livro.
w) Aquele templo sempre me trouxe paz de espírito. Debaixo do telhado do templo fiz minhas orações.
x) A mansão está à venda. Passamos as férias dentro dos muros da mansão.
y) Agora desprezo a mulher. Fiz loucuras por causa dos beijos da mulher.
z) A sua música pode cair no gosto popular. Gostei dos acordes da sua música.

2. Preencha as lacunas com o pronome relativo adequado (preposicionado ou não):
a) Achei o livro ..........procuramos tanto.
b) Eis o homem .......... te procurou.
c) Aqui está o projeto .......... me pediste.
d) Esta é a proposta .......... concordo.
e) Este é o assunto .......... discordo.
f) O livro .......... aludi é de Manuel Bandeira.
g) A viagem .......... desisti me era impossível.
h) O município ......... moro tem problemas de difícil resolução.
i) A moça ..........olhos me enfeitiçaram me brindou com um sorriso promissor.
j) Os funcionários .......... opinião contávamos não se pronunciaram.
k) A religião ......... seio me criei me conforta nos momentos difíceis.
l) O seu cabelo, .......... fios estão opacos e quebradiços, precisa de um tratamento adequado.
m) O livro .......... título esqueci me faz falta.
n) O livro .......... título me esqueci me faz falta.
o) O jato .......... qualidades fez referência já está sendo exportado pela Embraer.
p) A camisa .......... faltam botões é a azul.
q) O goleiro .......... vôo evitou o gol vai chegar à seleção.
r) O nome .......... letras de forma formam o anagrama AMÉRICA é Iracema.
s) O sorriso .......... colhi em seus lábios foi enganoso.
t) As árvores .......... galhos se escondem vários animais têm mais de cem anos.
u) O cão .......... dentes me rasgaram as calças me causou grande medo.
v) O livro Mar Morto .......... autor é uma das glórias nacionais, focaliza a vida dos homens do cais.
w) O representante da turma .......... me visitou propôs uma festa de formatura. (O representante me visitou)
x) O representante da turma .......... me visitou propôs uma festa de formatura. (A turma me visitou)
y) Na região .......... habito faz muito frio no inverno.
z) A jovem mulher ........ respeito muito é a minha grande paixão.

3. Dê o valor sintático dos pronomes relativos das questões 1 e 2.

sábado, 1 de maio de 2010

OBRA: A DEMANDA DO SANTO GRAAL - RESUMO

A Demanda do Santo Graal corresponde, assim, à terceira parte da trilogia. A lenda, de remotas origens célticas, foi inicialmente cantada em verso, tendo Perceval como herói. A volta de 1220, em França, por influxo clerical, opera-se a prosificação da lenda, da autoria presuntiva de Gautier Map, e então Galaaz substitui Perceval.

A lenda, até então de cunho nitidamente pagão, cristianiza-se, passando seus principais símbolos (o Vaso, a Espada, o Escudo, etc.) a assumir valor místico. Com isso, em vez de aventuras marcadas por um realismo profano, tem-se a presença da ascese, traduzida no desprezo do corpo e no culto da vida espiritual, e exercida como processo de experimentação das forças físicas e morais de cada cavaleiro no sentido da Eucaristia, fim último anelado por todos. A Demanda do Santo Graal constitui-se, por isso, numa novela de cavalaria mística e simbólica. Os cavaleiros lutam por chegar à Comunhão sobrenatural, mas só um, Galaaz, a alcança. Homem "escolhido", dotado dum nome de ascendência bíblica (Galaad significa o "puro dos puros", o próprio Messias), simboliza um novo Cristo, ou um Cristo sempre vivo, em peregrinação mística pelo mundo. Próximos dele em grandeza física e moral, situam-seBoorz e Perceval, e mais distantes, embora com seu quinhão de glória, Lancelote, Tristão, Palamades, Erec, Galvão, Ivam, Estor, Morderet, Meraugis e outros.

Em síntese, A Demanda do Santo Graal contém o seguinte: em torno da "távola redonda", em Camelot, reino do Rei Artur, reúnem-se dezenas de cavaleiros. É véspera de Pentecostes. Chega uma donzela à Corte e procura porLancelote do Lago. Saem ambos e vão a uma igreja, onde Lancelote arma Galaaz cavaleiro e regressa com Boorz a Camelot. Um escudeiro anuncia o encontro de maravilhosa espada fincada numa pedra de mármore boiando n'água. Lancelote e os outros tentam arrancá-la debalde. Nisto Galaaz chega sem se fazer anunciar e ocupa a seeda perigosa (= cadeira perigosa) que estava reservada para o cavaleiro "escolhido": das 150 cadeiras, apenas faltava preencher uma, destinada a Tristão. Galaaz vai ao rio e arranca a espada do pedrão . A seguir, entregam-se ao torneio. Surge Tristão para ocupar o último assento vazio. Em meio ao repasto, os cavaleiros são alvoroçados e extasiados com a aérea aparição do Graal ( = cálice), cuja luminosidade sobrenatural os transfigura e alimenta, posto que dure só um breve momento. Galvão sugere que todos saiam à demanda (= à procura) do Santo Graal. No dia seguinte, após ouvirem missa, partem todos, cada qual por seu lado. Daí para a frente, a narração se entrelaça, se emaranha, a fim de acompanhar as desencontradas aventuras dos cavaleiros do Rei Artur, até que, ao cabo, por perecimento ou exaustão, ficam reduzidos a um peque . no número. E Galaaz, em Sarras , na plenitude do ofício religioso, tem o privilégio exclusivo de receber a presença do Santo Vaso, símbolo da Eucaristia, e, portanto, da consagração de uma vida inteira dedicada ao culto das virtudes morais, espirituais e físicas. A novela ainda continua por algumas páginas, com a narrativa do adulterino caso amoroso de Lancelote, pai de Galaaz, e de D. Ginebra, esposa do Rei Artur.

Tudo termina com a morte deste último. Tal excrescência contém o resumo de outra novela. A Morte do Rei Artur, ou La Mort le Roi Artur, novela francesa do século XIII. Justificaria sua presença como apêndice da Demanda o seguinte fato: na intricada selva da matéria cavaleiresca, havia-se formado uma trilogia, intitulada Lancelote em Prosa, que continha o Lancelote, a Demanda e A Morte do Rei Artur. Parece evidente que o tradutor português, ao executar sua tarefa, teve diante dos olhos a segunda e a terceira parte do tríptico, e resolveu resumir a última, certamente por considerá-la desnecessária à compreensão do núcleo episódico dramático da Demanda.

A Demanda corresponde precisamente à reacção da Igreja Católica contra o desvirtuamento da Cavalaria. Os cavaleiros-andantes feudais não raro acabaram por se transformar em indivíduos desocupados, quando não autênticos bandoleiros, vivendo ao sabor do acaso, amedrontando, pilhando, assaltando. A fim de trazê-los à civilização, reconvertendo-os aos bons costumes, o Concílio de Clermont , em 1095, decidiu a organização da primeira Cruzada e a correspondente formação duma cavalaria cristã. Inicia-se uma vasta pregação de ideais de altruísmo e respeito às instituições. A Demanda, cristianizando a lenda pagã do Santo Graal, colabora intimamente com o processo restaurador da Cavalaria andante: caracteriza-se por ser uma novela mística, em que se contém uma especial noção de herói antifeudal, qualificado por seu estoicismo inquebrantável e sua total ânsia da perfeição. Novela a serviço do movimento renovador do espírito cavaleiresco, em que o herói também está a serviço, não mais do senhor feudal mas de sua salvação sobrenatural, uma brisa de teologismo varre-a de ponta a ponta, o que não impede, porém, a existência de circunstanciais jactos líricos e eróticos, nem algumas notas de fantástico ou mágico, em que o real e o imaginário se cruzam de modo surpreendente. Cenas de grande tensão mística contracenam com outras dum realismo vivo e quente, em que a fortaleza de ânimo dos cavaleiros é posta à prova, como, por exemplo, o episódio no castelo do Rei Brutos, em que a filha deste, enegrecida de paixão, penetra de noite nos aposentos de Galaaz (capítulos 106-116).

Novela de alto vigor narrativo e de elevada intenção, acabou por ser o retrato definido da Idade Média mística, e o maior monumento literário que a época nos legou no campo da ficção, porquanto traduz um soberbo ideal de vida expresso de forma artisticamente superior, a ponto de alcançar um grau de perfeição estética não muito frequente na prosa do tempo.
A Demanda só foi publicada inteiramente (embora ainda com truncamentos quem sabe propositados, tendo em vista convicções morais do seu editor) em 1944, no Rio de Janeiro. O manuscrito que lhe serviu de base é o de n .I 2594, existente na Biblioteca Nacional de Viena da Áustria, e corresponde a uma das cópias da tradução e adaptação do original francês, levada a efeito no século XIII, certamente refundida em fins do XIV e princípios do XV.

Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa
REVISÃO

GABARITO: DEMANDA DO SANTO GRAAL


1. A obra se refere ao gênero épico, pois apresenta luta e grande heroísmo dos cavaleiros que enfrentavam quaisquer obstáculos, até mesmo a morte, para atingir o seu objetivo: encontrar o “Santo Graal”.

2. Paralelismo.
3. A Literatura tem como função o prazer, a comunicação, a sensibilização e a reflexão do ser humano diante do mundo.
4. Todos os cavaleiros temiam aquele lugar e chamavam de assento perigoso, segundo Merlim e todos os profetas, quem sentasse nele, teria morte súbita, ao não ser o cavaleiro escolhido que acabaria com as aventuras do reino de Logres, ou seja, finalizaria as aventuras do santo Graal.
Quem sentou no lugar perigoso foi Galaaz.
5. a) Galvão: sobrinho do rei, impedido de ir na demanda, desleal, traidor.
b) Lancelot: filho do rei Ban e da rainha Helena, raptado pela Dama do lago, não era religioso, apaixonado por Guinevere – encontrava-se às escondidas com ela, valioso guereiro do rei Arthur, domador hábil de cavalos, cobiçado pelas damas da corte, casou-se com a filha do rei Penilare, foi desleal com rei Arthur.
c) Galaaz: personagem lendário, alcançou o santo Graal, filho de Lancelot, puro, único que podia sentar no lugar perigoso, casto e bondoso.
d) Morgana: meia irmã do rei Arthur, feiticeira maligna, teve um filho com o rei Arthur, ambiciosa.
e) Persival: filho de nobres, ajuda Galaaz a encontrar o Graal.
f) Arthur: figura lendária, guerreiro, religioso, cristão, defende a Grã-Bretanha dos invasores saxões.
6. O filho de Lancelot era Galaaz.

7. No Trovadorismo, a visão de mundo era teocêntrica, pois havia a dominação da cultura religiosa.
8. A besta ladradora é uma figura mística, diabólica, perseguida por um cavaleiro – Palamades, ser com pés de veado, cauda de leão, corpo de leopardo e cabeça de serpente, foi morta perto de um lago pelo seu perseguidor.
9. A demanda do santo Graal são as aventuras do Rei Arthur e dos cavaleiros da Távola Redonda que tinham como função encontrar o Santo Graal, isto é, o vaso onde fora recolhido o sangue de Cristo na cruz e que estava escondido no castelo de Corbenic, na Britânia.
10. A grande obra épica do classicismo português: Os Lusíadas. O seu escritor foi Luiz Vaz de Camões.
11. A obra Os Lusíadas apresenta a seguinte estrutura: dez cantos e 1102 estrofes, todas em oitava-rima. a) Introdução: proposição (1, 2, 3 estrofes); invocação (4 e 5 estrofes); dedicatória ou oferecimento (6 a 18 estrofes). b) Narração: (da estrofe 19 do Canto I até a estrofe 144 do Canto X).
12. A poesia lírica do Trovadorismo é chamada de Cantiga de Amigo e Cantiga de Amor: na primeira, o eu lírico masculino lamenta o distanciamento e a falta de correspondência amorosa da mulher amada; na segunda, o eu lírico feminino lamenta a ausência e a falta de reciprocidade amorosa do namorado. Já o lirismo clássico, inicialmente, o amor é visto como ideia universal, como abstração pura e perfeita, acima de todas as experiências individuais, porém, em seguida, abandona o neoplantonismo e manifesta seu desejo físico pela mulher amada.